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1. Introdução
Youtube mudou a maneira com que passou armazenar os vídeos de alta qualidade, o que tornou mais difícil para baixá-los (mesmo utilizando o aplicativo Youtube-dl). O vídeo e o áudio estão agora em arquivos separados DASH. Os dois streams podem ser combinados através do aplicativo FFMpeg, que será providenciado por um script indicado neste post (script este que utilizará o Youtube-dl).

Uma dificuldade adicional neste momento para quem utiliza a distribuição Debian (Debian 6 Wheezy) é que o Youtube-dl não está empacotado nessa versão da distribuição.

Uma boa descrição de todo este processo pode ser visto através do vídeo tutorial em Youtube-DL fix to download HD1080P Videos.

2. Baixar o youtube-dl
O youtube-dl é um pequeno programa de linha de comando para fazer downloads de vídeos do YouTube.com e de alguns poucos outros síteos. No momento deste post, ele requer o interpretador Python (2.6, 2.7, ou 3.2+), e ele não é específico de nenhuma plataforma. O youtube-dl é liberado em domínio público, o que vem a permitir que ele seja modificado, redistribuído e utilizado na forma que o usuário desejar.

# curl https://yt-dl.org/downloads/2013.09.24.2/youtube-dl -o /usr/local/bin/youtube-dl
# chmod a+x /usr/local/bin/youtube-dl

obs:
– na forma acima, espera-se que este script Python não tenha falhas de segurança.
– a versão do youtube-dl que testei é a descrita acima. A última versão deste script está sempre em: https://yt-dl.org/latest/youtube-dl

3. Baixar o script para combinar os streams de vídeo e áudio
$ wget quidsup.net/sh/ytdl.sh

Para testar o script, verificar:
$ bash ytdl.sh
Usage: ytdl.sh url

4. Baixar arquivos de alta resolução desejados
$ bash ytdl.sh  <url do video>

Exemplo de interação:


$ bash ytdl.sh http://www.youtube.com/watch?v=G7uztVbg7CQ
 Setting language
 G7uztVbg7CQ: Downloading video webpage
 G7uztVbg7CQ: Downloading video info webpage
 G7uztVbg7CQ: Extracting video information
Available formats:
22	:	mp4	[720x1280]
18	:	mp4	[360x640]
43	:	webm	[360x640]
5	:	flv	[240x400]
36	:	3gp	[240x320]
17	:	3gp	[144x176]
137	:	mp4	[1080p] (DASH Video)
248	:	webm	[1080p] (DASH Video)
136	:	mp4	[720p] (DASH Video)
247	:	webm	[720p] (DASH Video)
135	:	mp4	[480p] (DASH Video)
244	:	webm	[480p] (DASH Video)
134	:	mp4	[360p] (DASH Video)
243	:	webm	[360p] (DASH Video)
133	:	mp4	[240p] (DASH Video)
242	:	webm	[240p] (DASH Video)
160	:	mp4	[192p] (DASH Video)
140	:	mp4	[128k] (DASH Audio)
171	:	webm	[128k] (DASH Audio)
...
Quality for Video (default 137): 137
Quality for Audio (default 141): 140

5. Extrair o áudio do filme
Muitas vezes desejamos extrair o áudio de um filme. Existem algumas formas de fazer isso, onde exemplificamos abaixo 3 maneiras. Escolha a mais conveniente.
a) Maneira 1
# apt-get install libav-tools
$ avconv -i arquivo_video.mp4 arquivo_audio.mp3

Obs: o aplicativo avconv integra o pacote libav-tools.

b) Maneira 2
$ mplayer -dumpaudio nome_do_filme.mp4 -dumpfile audio.mp3

c) Maneira 3
$ mplayer -vo null -hardframedrop -ao pcm:file=audio.wav nome_do_filme.mp4

1. Introdução
Atualmente, Unix (ou *nix) é o nome dado a uma grande família de Sistemas Operativos que partilham muitos dos conceitos dos Sistemas Unix originais (o GNU/Linux, embora compartilhe conceitos de sistemas da família Unix, não faz parte desta família por não compartilhar de código derivado de algum sistema da família Unix e não possuir o mesmo objetivo e filosofia no qual o Unix se originou). Um sistema Unix consiste, basicamente, de duas partes:

Estrutura do Unix

A estrutura do sistema Unix.

  • Núcleo – o núcleo do sistema operacional, a parte que relaciona-se diretamente com o hardware, e que executa num espaço de memória privilegiado. Agenda processos, gerencia a memória, controla o acesso a arquivos e a dispositivos de hardware.
  • Programas de sistema – são aplicações, que executam em espaços de memória não privilegiados, e que fazem a interface entre o usuário e o núcleo. Consistem, principalmente, de:

    – conjunto de biblioteca C (libc);
    – shell – um ambiente que permite que o usuário digite comandos;
    – programas utilitários diversos – são programas usados para manipular arquivos, controlar processos etc;
    – ambiente gráfico (GUI – graphics user interface), onde utiliza-se também deste ambiente gráfico para facilitar a interação do usuário com o sistema.

O servidor X é um simpático nome para se referir genericamente a quaisquer das implementações do padrão X11 do X-Window System definida na década de 80 pelo MIT. O X11 é o padrão adotado para ser responsável pelo ambiente de operação gráfica do S.O. GNU/Linux.

1.1 Ambiente gráfico
O S.O. GNU/Linux, através de suas diversas distribuições (inclusive o Debian), suporta vários tipos de ambientes gráficos de forma totalmente funcional. São ambientes gráficos: o KDE, Gnome, BlackBox e Xfce, entre outros. O ambiente gráfico utiliza uma combinação de tecnologias e dispositivos para fornecer uma plataforma com a qual o usuário pode interagir com a máquina. Mas, essencialmente, o ambiente gráfico Linux é considerado uma combinação entre um “display server” (servidor gráfico) e um “window manager” (gerenciador gráfico ou gerenciador de janelas), que juntos proporcionam ao usuário uma interface gráfica rica (ambiente desktop). São exemplos de cada um destes:
display servers (servidor gráfico baseado no padrão X11): X.Org Server, XFree86.
window manager (gerenciador gráfico ou gerenciador de janelas): Awesome, Compiz, OpenBox, KWin (“window manager” para o KDE), Mutter (“window manager” padrão para o GNOME 3), xfwm4 (“window manager” padrão para o Xfxe).

O “display server” utilizado atualmente em todas as distribuições GNU/Linux é o X.Org Server, uma das implementações do X-Window System.

GUI

Camadas da GUI: no X, o “window manager” e o “display server” são programas distintos.

1.2 Display server (servidor gráfico)
X client serverOs “display servers” utilizados no ambiente Unix-like são implementações do X-Window System (ou X11, X, e as vezes informalmente X-Windows) que têm a responsabilidade de fazer toda a interface direta com o hadware da placa de vídeo, do dispositivo de apontamento (geralmente o mouse) e do teclado. Além disso, dá suporte a uma interface com o usuário e fornece outros elementos básicos, como as fontes gráficas. Em termos simples, o X-Window System fornece uma interface gráfica de usuário (GUI) que permite dar suporte a um ambiente de Desktop. O que o servidor gráfico X-Window System gerencia:

  • configuração da placa de vídeo e do driver correspondente;
  • configuração do teclado;
  • configuração da porta e do tipo do mouse;
  • configuração das características do monitor (frequências de varredura, resolução, quantidade cores….)

O X fornece a estrutura básica para um ambiente gráfico de usuário (GUI): desenhar e mover as janelas na tela e interação com um mouse e teclado. No entanto, no servidor gráfico não há a visualização de ícones, menus ou quaisquer outros recursos mais elaborados que determinam uma boa interface de usuário. Esses recursos mais avançados são providos pelos “window managers” (gerenciadores gráficos ou gerenciadores de janelas). Como tal, o estilo visual de ambientes baseados no X pode variar muito.

Ao contrário de muitos outros ambientes GUI de sistemas operacionais, o X se comporta como um servidor. Isto significa que cada programa GUI de usuário que é executado é um cliente do X e há uma instância do servidor X em execução na máquina.

O X-Window System tem sua funcionalidade conseguida através da cooperação de componentes separados, em vez de tudo estar compactado em uma única e enorme codificação. O melhor exemplo desta situação é o conceito de “window manager” (gerenciador gráfico ou gerenciador de janelas) que é, essencialmente, o componente que controla a aparência das janelas e proporciona os meios pelos quais o usuário pode interagir com elas. Praticamente tudo o que aparece na tela no X está dentro de janelas, e um “window manager” faz o gerenciamento delas.

XOrg

Comunicação do X.Org Server com seus clientes através do protocolo X11.

Como dito anteriormente, o “display server” utilizado atualmente em todas as distribuições GNU/Linux é o X.Org Server.

Um pouco de história da especificação do X-Window System
Vários termos são usados para se referir ao X-Window System: “X”, “X-Window”, “X Version 11″, “X11″, “X11R6″ ou “X11R7″. O X-Window System é uma especificação de servidor gráfico com o conceito de janelas, originalmente chamado simplesmente de X, desenvolvido no MIT em 1984. Desde setembro de 1987 o protocolo contido no X está na sua versão 11 e por isso carrega no seu nome este número. Os ambientes gráficos Gnome, KDE, Xfce, Window Maker, Flux Box, etc, todos necessitam de uma implementação do X para funcionar.

Antes de 2004, o projeto XFree86 era uma implementação do X-Window System. Foi originalmente escrito para sistemas operacionais Unix-like em computadores IBM PC compatível e tornou-se disponível para muitos outros sistemas operacionais e plataformas. Durante a maior parte da década de 1990 e meados de 2000, o projeto XFree86 foi a fonte de maior inovação do X. Até início de 2004, ele era quase universal em máquinas com GNU/Linux e BSD. Em fevereiro de 2004, com a versão 4.4.0, o projeto XFree86 adotou uma mudança na licença que a Free Software Foundation considerou incompatível com a GPL. A maioria dos desenvolvedores XFree86, que já estavam incomodados com outras questões no projeto, migraram para um outro projeto, o X.Org, que logo se tornou dominante no mundo Linux. Assim, criou-se a X.Org Foundation em 2004 fruto da junção de forças entre um organismo que supervisionava as normas X e os ex-desenvolvedores XFree86. Isso fez com que atualmente o “display server” utilizado em todas as distribuições GNU/Linux seja o X.Org Server.

O projeto X.Org passou a ser desde 2004 a referência da implementação do X-Window System. Chama-se de X.Org Server (geralmente abreviado para Xorg Server, XServer ou apenas Xorg) as liberações de pacotes do servidor X gerenciadas pela X.Org Foundation. A primeira versão do X.Org Server foi um “fork” do XFree86 versão 4.4 RC2. O servidor X.Org tem dado suporte a maioria dos dispositivos gráficos modernos dos mais diversos fornecedores, o que tem tornado obsoleto o servidor XFree86.

Dessa forma, pode-se dizer que quando um aplicativo tem a referência de ser executado no Linux X11, isto quer dizer que ele se integra tanto no Gnome, KDE, Xfce ou outros ambientes gráficos sem problemas.

1.3 Window manager (gerenciador gráfico ou gerenciador de janelas)
O GNU/Linux possui diversos gerenciadores gráficos diferentes. Alguns muito simples e outros mais complexos e cheio de recursos. O “window manager” proporciona ao ambiente gráfico a aparência e as funcionalidades esperadas incluindo as bordas das janelas, botões, truques de mouse, menus etc. Como no sistema Linux o “display server” (X-Window System) é separado do “window manager”, dizemos que seu ambiente gráfico é do tipo cliente-servidor. O “display server” funciona como servidor e interage diretamente com o mouse, o teclado e o vídeo. Já “window manager” funciona como cliente e se aproveita dos recursos disponibilizados pelo “window manager”.

O X-Window System não especifica um gerenciador de janelas em particular. A aparência e preferência do X-Window System é deixada para o usuário. São exemplos de gerenciadores de janelas disponíveis para o Linux: Awesome, Compiz, OpenBox, Twm, fvwm2, AfterStep, Window Maker, Blackbox, Enlightment, kwm e outros.

1.4 O X no Debian
Atualmente a versão do X adotada no Debian é derivada da versão lançada pela X.Org Foundation, e é frequentemente também chamada de “X.Org”. Todos os termos para se referir ao X-Window System citados acima são funcionalmente intercambiáveis num sistema Debian. É fácil identificar a versão do X.Org em utilização:
$ apt-cache show xserver-xorg | grep Version
Version: 1:7.7+3~deb7u1

Pela resposta acima, a versão é 7.7

Após instalado, a pasta onde se encontra seus arquivos é a /etc/X11/ .
Para configurar o X.Org, um bom guia pode ser encontrado em Debian Xorg.
Para entender detalhes sobre os arquivos de configuração do Xorg X server, utilize:
$ man xorg.conf.d
$ man intel

Em princípio não há necessidade de existir o arquivo /etc/X11/xorg.conf, pois o X.Org lerá o hardware cada vez de sua iniciação, possuindo excelente sistema de reconhecimento de hardware e autoconfiguração. Assim, normalmente não haverá qualquer necessidade de configuração manual. Mas é importante registrar estes arquivos:
/root/xorg.conf.new     (gerado quando do comando manual Xorg -configure)
/var/log/Xorg.0.log         (gerado a cada iniciação do Xorg)
/var/log/Xorg.0.log.old

OBS: quando for necessário criar um arquivo xorg.conf, é necessário parar o X e executar alguns comandos. Exemplificaremos aqui os passos necessários:
a) Mudar para um console de comandos como root (não através de um emulador de terminal no X, utilize-se, por exemplo, de <Ctrl><Alt>F1 ou <Ctrl><Alt>F2).
b) Parar o X (aqui vamos fazê-lo parando o serviço de “display manager” em uso):
# /etc/init.d/gdm stop && /etc/init.d/gdm3 stop && /etc/init.d/kdm stop && /etc/init.d/xdm stop && /etc/init.d/lightdm stop
OBS: para saber o gerenciador de log in em uso basta executar o comando:
$ cat /etc/X11/default-display-manager
c) Em seguida, executar:
# X -configure
o que fará a criação do arquivo xorg.conf.new na pasta /root.
d) Para fazer valer este arquivo, faça sua cópia para a pasta /etc/X11 conforme o comando abaixo:
# mv /root/xorg.conf.new /etc/X11/xorg.conf
e) Agora reiniciar o X (aqui vamos fazê-lo através do serviço de “display manager”, onde estamos utilizando o lightdm):
# service lightdm start

O servidor X é executado em um terminal virtual atribuído pelo Linux. Esse terminal é o sétimo terminal virtual e que pode ser alcançado através da combinação de teclas Ctrl+Alt+F7 do teclado. Os outros terminais (do primeiro ao sexto terminal) tem-se shell puro e podem ser alcançados através da combinação de teclas Ctrl+Alt+Fx, onde “x” representa o número do terminal virtual desejado. Outra forma de se ter acesso a um terminal é através de um aplicativo de emulação de terminal através do próprio X, as chamadas sessões xterm. Xterm fornece uma sessão de terminal Linux/UNIX que permite ao usuário executar comandos shell e ver a saída.

2. O gerenciador de janelas – ambiente Desktop

2.1 Os icons dos programas
Quando um programa é instalado, ele pode criar um arquivo “nome_programa.desktop” na pasta /usr/share/applications. Isto é suficiente para obter um lançador no painel desktop e no menu do desktop independentemente do gerenciador de janelas em uso (Xfce, GNOME ou KDE).

3. X RandR e xrandr
X RandR (X “resize and rotate” extension) é usado para configurar quais portas de “displays” estão habilitadas (por exemplo, LCD, VGA e DVI), e configurar os seus modos e as propriedades, tais como orientação, reflexão e DPI de exibição. Esta é a maneira mais simples e poderosa para obter sistemas multi-monitor funcionando usando versões recentes do Linux com chipsets gráficos, tais como o Intel 945GM/GMS e ATI Radeon. X RandR é um protocolo de comunicação escrito como uma extensão do protocolo X11 para “display servers”. X RandR provê capacidade de redimensionar, girar, atualizar e refletir a janela raiz de uma tela.

Já xrandr é uma ferramenta oficial baseada em linha de comandos destinada a fazer a configuração da extensão X RandR, o qual permite a (re)configuração do servidor X em tempo de execução (ou seja, sem reiniciá-lo). Para obter auxílio desta ferramenta:
$ xrandr --help
$ man xrandr

Para Intel graphics: $ man intel
Para ATI graphics: $ man radeon

No momento deste post a versão da ferramenta randr em uso era a 1.3, como pode-se ver:
$ xrandr -v
xrandr program version 1.3.5

3.1 A tela (“screen”) virtual
É necessária uma entrada na subseção “Monitor” da de xorg.conf para determinar o tamanho da reserva de memória necessária ao quadro em que os monitores devem caber. Sem ela, o tamanho máximo virtual será limitado ao tamanho do maior display que foi ligado quando o X foi iniciado. O tamanho máximo virtual não pode ser alterado uma vez que o X tenha iniciado, assim precisa ser grande o suficiente para acomodar a maior combinação de monitores que se deseja conectar sem ter que reiniciar X. Quanto maior a área virtual, maior a quantidade de memória necessária.

Virtual Screen

4. Comandos
Uma maneira fácil de utilizar comandos para o X é através da interface de linha de comando com xrandr. A xrandr permite controle dinâmico sobre as saídas de vídeo, resoluções, orientação … e adicionar novos monitores on-the-fly, sem reiniciar o servidor X. Mas nem todos os drivers são suportados. Os que fazem são: Intel, ATI (driver OpenSource), radeonhd (OpenSource driver), nv (nvidia driver 2D) e nouveau (OpenSource driver nvidia). No momento deste post, NVidia não suportava xrandr. A opção é utilizar a própria tecnologia da NVidia chamada TwinView

Vejamos dois exemplos de uso da ferramenta xrandr, consultando o hardware sobre saídas vídeo:


$ xrandr -q
Screen 0: minimum 320 x 200, current 1600 x 900, maximum 8192 x 8192
LVDS-1 connected 1600x900+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 345mm x 194mm
   1600x900       60.0*+
   1152x864       60.0  
   1024x768       59.9  
   800x600        59.9  
   640x480        59.4  
   720x400        59.6  
   640x400        60.0  
   640x350        59.8  
VGA-1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
HDMI-1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)


$ xrandr -q
Screen 0: minimum 320 x 200, current 1600 x 900, maximum 8192 x 8192
LVDS-1 connected 1600x900+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 345mm x 194mm
   1600x900       60.0*+
   1152x864       60.0  
   1024x768       59.9  
   800x600        59.9  
   640x480        59.4  
   720x400        59.6  
   640x400        60.0  
   640x350        59.8  
VGA-1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
HDMI-1 connected (normal left inverted right x axis y axis)
   1920x1080      60.0 +   50.0     25.0     30.0  
   1680x1050      60.0  
   1280x1024      75.0     60.0  
   1440x900       59.9  
   1280x960       60.0  
   1280x720       50.0     60.0  
   1024x768       75.1     70.1     60.0  
   832x624        74.6  
   800x600        72.2     75.0     60.3     56.2  
   720x576        50.0  
   720x480        59.9  
   640x480        72.8     75.0     66.7     60.0     59.9  
   720x400        70.1

Já pela primeira resposta acima, observa-se a existência de 3 saídas de vídeo na máquina: LVDS, VGA e HDMI. LVDS representa a própria tela interna do laptop. As saídas VGA e HDMI estão sem conexão a qualquer monitor externo, enquanto a saída LVDS está conectada e suporta 8 modos a 60 Hz. Na segunda resposta, a diferença está no fato da saída HDMI passar a estar conectada a um monitor externo. Esta saída HDMI possui 13 modos em diversas frequências de atualização do vídeo.

Pelo exemplo acima podemos ver todas as resoluções suportadas pelos monitores, e até mesmo o tamanho físico destes (no caso da tela do laptop, esta tem tamanho 345mm de largura x 194mm de altura). Para a tela interna de LCD, saída LVDS, vê-se que sua proporção é de 16:9, o que é hoje de certa forma um padrão. Esta proporção é confortável para filmes em DVD, jogos e exibição de múltiplas janelas lado a lado. Veja o cálculo:
194mm x 16/9 = 345mm

O modo marcado com um asterisco (*) é o modo de corrente. O marcado com um sinal positivo (+) é o modo preferido (também chamado modo padrão). A maioria dos monitores relatam um modo preferido para o driver. E o servidor/driver geralmente escolherá este modo por padrão. O modo preferido é automaticamente selecionado quando utiliza-se o comando xrandr com a opção “--auto“.

Exemplos de comandos:
a) Mudar a resolução da tela do laptop para 1152×864:
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1152x864

b) Para configurar a área de trabalho estendida, no caso a HDMI, em 1600×1200 abaixo e à direita da LVDS:
$ xrandr --output HDMI-1 --mode 1600×1200 --above LVDS-1

c) Iniciar o monitor HDMI usando a resolução 1280×1024 e sua colocação é à direita da tela LVDS:
$ xrandr --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --right-of LVDS-1

d) Desabilitar o display VGA externo:
$ xrandr --output VGA-1 --off

e) Consultar todas as saídas e habilitá-las com seu modo preferido:
$ xrandr --auto

f) outros exemplos de comandos:

$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --pos 0x0 --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --pos 800x0
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --output HDMI-1 --mode 1920x1080 --right-of LVDS-1
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --right-of LVDS-1
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --pos 1800x0
$ xrandr --output LVDS-1 --auto --output HDMI-1 --auto --right-of LVDS-1
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --above LVDS-1
$ xrandr --output HDMI-1 --mode 1920x1080 --rate 60 --right-of LVDS-1
$ xrandr --output HDMI-1 --auto --right-of LVDS-1
$ xrandr --output LVDS-1 --primary --auto --output VGA-1 --right-of LVDS-1 --auto

OBS:
– opções para localização relativa das saídas: --right-of/--left-of/--above/--below.

4.1 Entendendo um pouco mais os parâmetros de respostas
Vejamos um comando xrandr da seguinte forma, e os parâmetros de status dos monitores:
$ xrandr --output LVDS-1 --mode 1600x900 --output HDMI-1 --mode 1280x1024 --pos 1800x0


$ xrandr -q
Screen 0: minimum 320 x 200, current 3080 x 1024, maximum 8192 x 8192
LVDS-1 connected 1600x900+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 345mm x 194mm
   1600x900       60.0*+
   1152x864       60.0  
   1024x768       59.9  
   800x600        59.9  
   640x480        59.4  
   720x400        59.6  
   640x400        60.0  
   640x350        59.8  
VGA-1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
HDMI-1 connected 1280x1024+1800+0 (normal left inverted right x axis y axis) 509mm x 286mm
   1920x1080      60.0 +   50.0     25.0     30.0  
   1680x1050      60.0  
   1280x1024      75.0*    60.0  
   1440x900       59.9  
   1280x960       60.0  
   1280x720       50.0     60.0  
   1024x768       75.1     70.1     60.0  
   832x624        74.6  
   800x600        72.2     75.0     60.3     56.2  
   720x576        50.0  
   720x480        59.9  
   640x480        72.8     75.0     66.7     60.0     59.9  
   720x400        70.1

Observamos:
– o tamanho máximo da tela virtual (“virtual screen”) continua sendo uma matriz máxima de 8192 x 8192;
– em uso corrente, uma matriz de 3080 x 1024. Ou seja, 1600 (para a tela do LVDS) + 1280 (para a tela do monitor da interface HDMI) + 200 (distância entre as 1600 posições da tela do LVDS e o início da tela do HDMI – que se inicia em 1800).

4.2 GUIs

Várias interfaces gráficas estão disponíveis para o X RandR (todas utilizando GTK):
Grandr
URandR
ARandR
Zarfy
LXrandr

5. Refresh rate
As células de um monitor se apagam muito rapidamente, por isso a imagem precisa ser atualizada várias vezes por segundo, processo chamado “refresh”. Quanto mais alta a taxa de atualização melhor para os olhos humanos. Se essa taxa for pequena, o olho humano perceberá uma certa cintilição luminosa da tela, efeito este chamado “flicker”. Na prática, níveis de refresh de tela acima de 60Hz são desejáveis.

Como calcular o refresh rate? Depende de duas variáveis: a frequência horizontal de varredura e o número de linhas da tela. Por exemplo, um monitor que trabalha com frequência horizontal de 71KHz (71 mil linhas por segundo), ao atualizar um um vídeo com resolução de 1280×1024 (onde teríamos 1024 linhas horizontais) teria uma taxa de refresh de 69Hz (ou seja, a tela seria atualizada 69 vezes em 1 segundo):
71000/1024 = 69,3

6. Trocar o Window Manager padrão
É possível trocar o window manager padrão em utilização no ambiente desktop por um outro de preferência do usuário.

6.1 Como usar o KWin window manager no ambiente desktop Xfce
Sabemos que o window manager padrão do Xfxce é o Xfwm4. Que é um bom gerenciador de janelas, pequeno, mas com funcionalidades e efeitos bastante limitados. O KWin pode ser usado com outros ambientes de desktop além do KDE, apesar de que na prática termos que instalar quase todo ambiente KDE (KDE libraries) e gerar certo “inchaço” de recursos do KDE no ambiente. Se não for desejado isso, melhor não fazer a instalação do Kwin. Mas a combinação Xfce + Kwin tem funcionado muito bem.

Para trocar o xfwm4 pelo kwin deve-se:

a) Instalar o Kwin
# apt-get install kde-window-manager
O pacote “kde-window-manager” contém alguns dos programas e bibliotecas básicas do KDE, incluindo o próprio KWin.

b) Passar a utilizar o Kwin manualmente
Uma vez estando o Kwin instalado, pode-se testá-lo com um simples comando a partir do terminal:
$ kwin --replace &

Com este comando provavelmente vai se ter um segundo ou dois de cintilações, mas se tudo funcionar bem, já se deve ter as fronteiras originais das janelas Xfce substituídas pelo estilo padrão Oxygen KDE e uma sombra azul clara sob suas janelas. Tendo isso, tem-se o KWin funcionando!

Se desejar voltar ao Xfwm4, basta executar:
$ xfwm4 --replace &

c) Limpar o cache de log in
Em algumas situações pode acontecer que ao iniciar o Xfce o window manager escolhido seja o Kwin automaticamente. Isso se deve ao cache de iniciação em ~/.cache/sessions/. Limpe o cache de iniciação:
$ rm ~/.cache/sessions/*
OBS: para ter certeza da limpeza do cache, faça este procedimento quando tiver na tela o seu gerenciador de login. Para isto, abra um terminal (por exemplo, Ctrl+Alt+F1) e realize o comando. Após isto, volte (Ctrl+Alt+F7) e faça o log in.

d) Toda vez que iniciar o ambiente desktop Xfce e desejar trocar o window manager padrão Xfwm4 pelo Kwin, basta executar novamente este comando. Mas se desejar eliminar este trabalho de executar esse comando cada vez que o Xfce for reiniciado, observe os passos a seguir para automatizar esse processo (iniciar automaticamente KWin quando o Xfce for inicializado).

Opção 1: fazer autostart de aplicação Xfce (a maneira fácil)

Isso provavelmente também é a maneira mais segura e recomendada. O KWin será diretamente iniciado quando o usuário fizer log in (evitando que o Xfwm4 comece em primeiro lugar e fosse substituído posteriormente pelo Xfwm4). O usuário também ganha em conforto pois evita-se aquela ligeira cintilação quando da substituição do Xfwm4 pelo KWin.

Para isso, deve-se abrir o “Gerenciador de Configurações” do Xfce, ir para “Sessão e Inicialização”, conforme mostra a figura abaixo:

Kwin replace

Então clique na aba “Início Automático de Aplicativo”, e clique no botão “Adicionar” (botão que tem o “sinal mais”) para adicionar um novo programa na lista de autostart. Na janela de diálogo que se abrirá, preencha os campos:

Name: pode-se colocar qualquer nome aqui. Por exemplo: Kwin Autostart.
Description: novamente, qualquer coisa que se queira.
Command: aqui é a parte importante. Deve-se colocar o comando usado auteriormente: “kwin --replace“.

Então clique no botão OK, e tudo estará preparado. De agora por diante, KWin será autoinicializado quando o usuário fizer log in no Xfce!

Para voltar para a configuração inicial de forma a utilizar o “window manager” Xfwm4, tudo que se tem que fazer é desmarcar a caixa e fazer novamente log in no Xfce. OBS: por prudência, recomenda-se limpar o cache de log in na forma colocada mais acima neste post.

Opção 2: editar xfce4-session.xml
Editar um arquivo de configuração XML utilizado pelo Xfce na inicialização:
# vim /etc/xdg/xfce4/xfconf/xfce-perchannel-xml/xfce4-session.xml
Obs: é recomendado fazer o backup do arquivo para o caso de desejar voltar à configuração original.

Uma vez com o arquivo aberto, encontre a linha abaixo:
<value type="string" value="xfwm4"/>

Xfce arquivo de configuração

Observe a figura acima. Agora altere “xfwm4” por “kwin”:

Salve o arquivo e é só isso. Agora só iniciar o Xfce novamente.

A vantagem deste método é que Xfwm4 também nunca irá começar quando do log in no Xfce, tornando a partida do KWin parecer mais perfeita. Por outro lado, se este método falhar ao iniciar KWin, o Xfwm4 também não vai ser iniciado e nã teremos um “window manager” ativo no ambiente. Isso fará com que as janelas se apresentem sem as suas bordas, nem ícones e nem botões de controle, o que não é agradável.
Obs: por prudência, novamente recomenda-se limpar o cache de log in na forma colocada mais acima neste post.

e) Definindo espaços de trabalhos do Xfce com kwin
Pressione Ctrl+F8 e clique na tecla “+” até se ter o número de desejado de espaços de trabalho. Para diminuir os espaços de trabalho, Ctrl+F8 e clique na tecla “-“.

7. OpenGL Tech Demos
Filmes demonstrativos, visualmente deslumbrantes, com códigos escritos seguindo a especificação OpenGL (várias versões). Para aqueles que desejassem executar estas demonstrações em tempo real seria recomendado usarem uma placa gráfica NVIDIA GeForce GTX 780 … ou uma NVIDIA GeForce TITAN Preto para um ótimo desempenho destas demos.
Unreal Engine 4 with OpenGL on Linux
the timeless by mercury @ Revision 2014
OpenGL vs DirectX 11 on Unigine Heaven Benchmark 4.0 MSI TF GTX660
Outros OpenGL e DirectX, visualmente deslumbrantes:
Unigine “Heaven” DX11 benchmark

8. Jogos Linux com renderização de imagens deslumbrantes
Steam

9. Problemas
Tive problemas no uso do xrandr quando trabalhava o seguinte ambiente:

Laptop Toshiba Satellite, com controladora VGA Intel 82852/855GM.
Linux distribuição Debian (Debian 8 – geany)
Ambiente de trabalho gráfico Xfce (versão 4.10), com gerenciador de janelas Xfwm4 ( que é o window manager padrão do Xfxce)
Xrandr versão 1.4.2 (server RandR versão 1.4)

Descrição do problema:
Desejava trabalhar com múltiplos displays (o próprio do laptop e mais outro através de sua saída VGA). E o xrandr se destina exatamente para controlar múltiplos monitores, mas infelizmente não estava funcionando bem. As situações:
a) quando iniciava a máquina com o segundo monitor já conectado na interface VGA do laptop, toda a tela era direcionada ao segundo monitor ficando a tela do laptop apagada. E não havia forma de ativar esta tela (seja através do uso de comando CLI xrandr ou de configurações disponíveis através do ambiente gráfico Xfce). Mesmo desconectando o segundo monitor, a tela do laptop não voltava.

b) iniciando a máquina sem a conexão do segundo monitor, tinha a tela do laptop normalmente. Após conectar o cabo VGA ao segundo monitor, não conseguia ativar o segundo monitor: sua tela ficava sempre escura.

Solução:
Devem existir várias soluções alternaticas para o problema acima, o que é uma característica comum do mundo Linux. O que percebí é que este hardware mais antigo apresenta problemas para trabalhar com dois monitores.


$ xrandr -q
Screen 0: minimum 320 x 200, current 2048 x 768, maximum 2048 x 2048
LVDS1 connected primary 1024x768+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 0mm x 0mm
   1024x768      60.00*+
   800x600       60.32    56.25  
   640x480       59.94  
VGA1 connected 1024x768+1024+0 (normal left inverted right x axis y axis) 509mm x 286mm
   1920x1080     60.00 +
   1680x1050     59.95  
   1280x1024     75.02    60.02  
   1440x900      59.89  
   1280x960      60.00  
   1280x720      59.97  
   1024x768      75.08*   70.07    60.00  
   832x624       74.55  
   800x600       72.19    75.00    60.32    56.25  
   640x480       75.00    72.81    66.67    60.00  
   720x400       70.08

Mas ao final tudo funcionou bem, onde fiz os seguintes procedimentos:
a) fazer a iniciação da máquina com o cabo VGA conectado ao segundo monitor. Assim, toda saída de vídeo foi para o segundo monitor ficando a tela do laptop escura;
b) abrir um terminal (utilizando a tela do segundo monitor), e executar os dois comandos a seguir:
$ xrandr --output LVDS1 --off
$ xrandr --output LVDS1 --auto

Neste instante tem-se as duas telas funcionando normalmente (as telas estarão clonadas). Daí por diante os comandos através do xrandr funcionarão normalmente. Um comando interessente neste momento pode ser:
$ xrandr --output VGA1 --mode 1024x768 --right-of LVDS1

Obs: LVDS1 e VGA1 são os nomes das saídas de vídeo na forma como o X enxerga.

10. Dicionário de termos

    • Ambiente Desktop

O termo “ambiente desktop” é uma combinação de facilidades consistindo ícones, janelas, barras de ferramentas, pastas, papéis de parede e desktop widgets. Uma GUI também pode fornecer funcionalidades de arrastar e soltar e outras características que tornam o ambiente desktop mais completo. São exemplos de ambientes desktop GNOME, KDE, Xfce, e LXDE

    • Dispositivo

Uma placa gráfica de computador ou um chipset gráfico integrado numa placa mãe de computador.

    • Monitor

Um dispositivo físico (tal como um CRT ou uma tela plana de computador), semelhante ao que vocês está sentado em frente neste momento.

    • Terminal

Um local de trabalho com um monitor físico, teclado físico e mouse físico.

    • Tela (“screen”)

A tela é algo onde o Xorg pode exibir seu material. A tela tem um monitor e uma placa gráfica que lhe são atribuídos. Telas intercambiáveis ​​são muitas vezes criadas para estarem ficticiamente a esquerda e a direita entre si, chaveando de um para o outro tão logo o ponteiro do mouse atinja a borda do monitor.

    • Tela virtual (“virtual screen”)

Dois significados diferentes estão associados a este termo:
– uma técnica que permite deslizar um monitor em torno de uma tela que está executando numa resolução maior do que o monitor está corrrentemente sendo mostrado;
– um efeito simulado por um “window manager” mantendo a informação da posição da janela em um sistema de coordenadas maior que a tela e permitindo deslizar através da simples movimentação das janelas em resposta ao usuário.

    • “Display”

Uma coleção de telas, muitas vezes envolvendo vários monitores, geralmente configurados para permitir ao mouse apontar para qualquer posição dentro delas. Estações de trabalho baseados em Linux são geralmente capazes de ter múltiplos displays, entre os quais o usuário pode alternar com uma combinação de teclas especiais através do teclado, tais como “control-alt-F1″….”control-alt-F7”, chaveando entre os monitores e mostrando as diversas telas de cada display.

Referências
1- Debian: the X Window System
2- Using Multiple Screens
3- Xorg RandR 1.2
4- XSF / How to use xrandr
5- RandR
6- The X Window System and Virtual Consoles
7- Máquina Debian com ambientes gráficos simultâneos
8- Gerenciadores de login no Debian
9- Placa de vídeo e GPU: principais características
10- Tutorial: How to use the KWin Window Manager with Xfce

1. Introdução
Os “display managers”, ou “login managers”, são interfaces gráficas do usuário que é exibido no final do processo de inicialização no lugar do shell padrão. Exemplos: GDM (Gnome display manager), GDM3, KDM (KDE display manager), XDM (X display manager), lightDM (light display manager).

O “login manager” é executado como um programa, permitindo o início de uma sessão em um servidor X do mesmo ou de outro computador. Ele tem a importante função de carregar o X, mostrar uma tela de login gráfica e, a partir dela, carregar o ambiente gráfico. O gerenciador de login é um daemon (serviço de sistema) que:

  • executa o “display server” (por exemplo, X), se necessário.
  • apresenta as boas vindas para permitir aos usuários escolher qual conta de usuário e tipo de sessão usar.
  • permite os usuários realizarem a autenticação usando PAM.
  • executa processos de sessão uma vez que a autenticação estiver concluída.
  • oferece opções de login gráficas remotas.

Como verificar qual o gerenciador de login ativo? Uma maneira prática é verificar o conteúdo do arquivo default-display-manager:
$ cat /etc/X11/default-display-manager
/usr/sbin/lightdm

2. Instalar simultaneamente vários gerenciadores de login
É plenamente possível instalar vários gerenciadores de login na mesma máquina, mas apenas um estará ativo por vez. Vamos fazer isto:
# apt-get install lightdm xdm kdm
Quando da instalação será solicitado do usuário qual o gerenciador de login que o usuário deseja que esteja ativo. Essa escolha independe do ambiente gráfico que será utilizado (se KDE, Xfce, Gnome…).

A qualquer momento este gerenciador de login pode ser alterado. Vamos supor que o gerenciador de login que esteja ativo seja o gdm. Para sair do gdm e escolher outro gerenciador de login execute:
# dpkg-reconfigure gdm
Quando deste comando, o sistema apresentará os gerenciadores de login que estão instalados e o usuário optará por um deles. Na próxima vez que a máquina for iniciada já será executado o novo gerenciador de login.

3. O lightDM
Ao instalar o Debian 7 (Wheezy) com o ambiente gráfico Xfce, o gerenciador de login default utilizado é o lightDM. Para verificar se este deamon está ativo no sistema, usar o comando ps:

$ ps -A | grep light
 2390 ?        00:00:00 lightdm
 3883 ?        00:00:00 lightdm

A configuração do lightDM é provida com os seguintes arquivos da pasta /etc/lightdm/:
keys.conf
lightdm.conf
lightdm-gtk-greeter.conf
users.conf

3.1 Mudar a imagem de fundo da tela de boas vindas
A tela de boas vindas do Debian LightDM GTK é configurada em /etc/lightdm/lightdm-gtk-greeter.conf. Lá, encontramos o parâmetro “background” que indica qual a imagem de fundo a ser utilizada. Assim, para mudar a imagem de fundo através de update-alternatives, primeiro verifique esse parâmetro se está na forma abaixo:
background=/usr/share/images/desktop-base/desktop-background

Agora, para alterar a imagem de fundo da tela de boas vindas basta usar update-alternatives e escolher uma das imagens de /usr/share/images/desktop-base/ que serão apresentadas. Veja o comando:
# update-alternatives --config desktop-background

Após isto, é sempre recomendável executar:
# dpkg-reconfigure lightdm

Referências:
1. Guia do Hardware: gerenciador de login
2. The Light Display Manager (LightDM)
3. Debian: DisplayManager
4. Debian: LightDM
5. Máquina Debian com ambientes gráficos simultâneos

Radeon GraphicsÉ bom ter uma máquina com poder de processamento para trabalhar. Isso se torna muito prático quando temos trabalhos com grande base de dados e necessita muito processamento, como é o exemplo de trabalhos com geoprocessamento.

Mas é frustante quando temos surpresas e nos deparamos com problemas no primeiro momento que vem não atender o esperado. Por exemplo, instalo o Ubuntu (Oneiric) ou o Debian (Squeeze) sem problemas. Mas o googleearth não consegue ser executado, apesar de ter instalado este aplicativo sem erros.

1. O erro quando da execução do Googleearth

Google Earth has caught signal 11.

We apologize for the inconvenience, but Google Earth has crashed.
This is a bug in the program, and should never happen under normal
circumstances. A bug report and debugging data have been written
to this text file:

/home/ken/.googleearth/crashlogs/crashlog-4bd615c3.txt

2. Identificação da máquina

Produto: HP ProBook 4530s (LJ475UT#ABA)
CPU: Intel Core i7-2630QM CPU @ 2.00GHz, 6 MB L3 cache, barramento com largura de 64bits
Memória RAM: 8GB (2 x 4GB), 1333 MHz DDR3 SDRAM
Memory slots: 2 SODIMM
Disk: 500GB ATA, Toshiba
Display-1: VGA compatible controller, 2nd Generation Core Processor Family Integrated Graphics Controller, fabricante: Intel Corporation
Display-2: VGA compatible controller, Seymour [Radeon HD 6400M Series], fabricante: Hynix Semiconductor (Hyundai Electronics)

Ou seja, possui dois hardwares controladores de vídeo: (a) uma controladora integrada na placa mãe do processador Intel; (b) uma placa aceleradora de vídeo Radeon HD 6400M fabricada pela Hynix. Esta placa está equipada com 1GB de memória. Na figura abaixo as características técnicas desta placa de vídeo Radeon instalada na máquina.

Configuração da placa gráfica Radeon HD 6400M instalada.

A série “s” dos HP ProBook oferece a segunda geração de processadores Intel Core™ i7, i5 e i3. São todos equipados com monitores numa proporção de 16:9. Dentro da serie ProBook encontram-se 3 grupos de portáteis, os ProBook de 14 polegadas (4410s e 4415s), equipados com processadores da Intel e AMD, respectivamente, e com a possibilidade de optar por uma Radeon HD 4500 ou 4330. Os ProBook de 15.6 polegadas são compostos com processadores Intel ou AMD, ambos com a possibilidade de escolher um placa gráfica com memória dedicada. Neste caso, são exemplos os 4510s (Intel) and 4515s (AMD).

O HP ProBook 4530s tem uma tela de 15,6 polegadas com o habitual 1366 x 768 pixels utilizando a placa integrada de vídeo Intel, resolução e formato 16:9. A mesma resolução e outros podem ser fornecidos a partir do VGA e HDMI. A qualidade da imagem de ambas as saídas é capaz de uma resolução de 1920 x 1080 pixels (Full HD, 1080p).


3. Para solucionar o problema

3.1 Verificar as placas de video instaladas
$ lspci -nn | grep VGA
00:02.0 VGA compatible controller [0300]: Intel Corporation 2nd Generation Core Processor Family Integrated Graphics Controller [8086:0116] (rev 09)
01:00.0 VGA compatible controller [0300]: Advanced Micro Devices [AMD] nee ATI Seymour [Radeon HD 6400M Series] [1002:6760]

Ubuntu Oneiric utiliza a controladora Intel como sua saída VGA default. Vamos forçar o Ubuntu adotar a “AMD Radeon HD 6470M” como sua VGA primária.
Editar /etc/default/grub:
GRUB_CMDLINE_LINUX_DEFAULT="quiet splash pcie_aspm=force radeon.nomodeset=1"

E atualize o Grub:
# update-grub

3.2 Desinstale todos os drivers ATI Open-source
# apt-get remove fglrx-* fglrx-amdcccle jockey-common jockey-gtk
# rm -rf /usr/share/ati/
# apt-get remove --purge xserver-xorg-video-ati xserver-xorg-video-radeon
# apt-get install xserver-xorg-video-ati
# apt-get install --reinstall libgl1-mesa-glx xserver-xorg-core
# apt-get install --reinstall libgl1-mesa-glx:amd64 libgl1-mesa-glx:i386
# update-initramfs -u
# update-grub

3.3 Instalar pacotes de dependência
# apt-get install ia32-libs dkms build-essential

3.4 Baixar a versão mais recente do driver ATI
O driver pode ser baixado da página http://support.amd.com/us/gpudownload/linux/Pages/radeon_linux.aspx
No momento deste post, o arquivo mais atual chamava-se “AMD Catalyst 12.4 proprietary Linux x86 Display Driver”, um instalador automático e Display Drivers para o X.Org 6.7, 6.8, 6.9, 7.0, 7.1, 7.2, 7.3, 7.4, 7.5, or 7.6.
Pôde ser baixado da seguinte forma:
$ wget -c http://www2.ati.com/drivers/linux/amd-driver-installer-12-4-x86.x86_64.run

3.5 Instalar a versão mais recente do Driver Proprietário ATI no Ubuntu
$ chmod a+x amd-driver-installer-12-4-x86.x86_64.run
$ sh amd-driver-installer-12-4-x86.x86_64.run --buildpkg Ubuntu/oneiric
# dpkg -i *.deb

Caso tenha ocorrido erros na instalação, tente os comandos abaixo e volte a fazer o procedimento de instalação anterior:
# rm -R /usr/share/ati
# apt-get install fglrx

Realizado o procedimento sem falhas, o driver ATI terá sido instalado no sistema.

3.6 Chaveie para o cartão gráfico ATI Radeon
# /usr/lib/fglrx/switchlibGL amd

3.7 Gerar o xorg.conf correspondente
# aticonfig --initial -f --adapter=all

A resposta do sistema a este comando será da seguinte forma:
Uninitialised file found, configuring.
PowerXpress error: Cannot stat '/usr/lib64/fglrx': No such file or directory
Failed to initialize libglx for discrete GPU
Using /etc/X11/xorg.conf
Saving back-up to /etc/X11/xorg.conf.original-0

Observe que será gerado um arquivo backup do xorg.conf de nome xorg.conf.original-0

No caso, o /etc/X11/xorg.conf ficará da seguinte forma:


Section "ServerLayout"
Identifier "aticonfig Layout"
Screen 0 "aticonfig-Screen[0]-0" 0 0
EndSection

Section "Module"
Load "glx"
EndSection

Section "Monitor"
Identifier "aticonfig-Monitor[0]-0"
Option "VendorName" "ATI Proprietary Driver"
Option "ModelName" "Generic Autodetecting Monitor"
Option "DPMS" "true"
EndSection

Section "Device"
Identifier "aticonfig-Device[0]-0"
Driver "fglrx"
BusID "PCI:1:0:0"
EndSection

Section "Screen"
Identifier "aticonfig-Screen[0]-0"
Device "aticonfig-Device[0]-0"
Monitor "aticonfig-Monitor[0]-0"
DefaultDepth 24
SubSection "Display"
Viewport 0 0
Depth 24
EndSubSection
EndSection

3.8 Configurar para iniciar usando o cartão gráfico ATI Radeon
# lightdm restart


3.9 Verificar se o driver foi instalado corretamente e está em uso

$ lspci -v
01:00.0 VGA compatible controller: Advanced Micro Devices [AMD] nee ATI Seymour [Radeon HD 6400M Series] (prog-if 00 [VGA controller])
Subsystem: Hewlett-Packard Company Device 167d
Flags: bus master, fast devsel, latency 0, IRQ 51
Memory at b0000000 (64-bit, prefetchable) [size=256M]
Memory at d4900000 (64-bit, non-prefetchable) [size=128K]
I/O ports at 5000 [size=256]
Expansion ROM at d4920000 [disabled] [size=128K]
Capabilities:
Kernel driver in use: fglrx_pci
Kernel modules: fglrx, radeon

Veja que está em uso o módulo fglrx.

A figura abaixo mostra a entrada criado no menu principal do gerenciador de janelas Xfce para configuração do controlador de vídeo Radeon:
Entrada no menu para configurar a controladora de vídeo Radeon.

4. Referências
4.1 Radeon
é uma marca de unidades de processamento gráfico e de memória de acesso aleatório produzido pela AMD. A marca foi lançada em 2000 pela ATI Technologies, que foi adquirida pela AMD em 2006. A marca era anteriormente conhecido como “ATI Radeon” até agosto de 2010, quando foi renomeado para criar uma imagem de marca mais unificada. Produtos até a série HD 5000 (inclusive) são marcados como ATI Radeon, enquanto a partir da série HD 6000 em diante usa a nova marca AMD Radeon.

Atualmente a AMD não vende mais placas Radeon diretamente no nível de varejo. Em vez disso, ele vende Radeon GPUs para fabricantes, que constroem e vendem suas placas de vídeo Radeon-based na forma de OEM e nos canais de varejo. Fabricantes de placas Radeon incluem, entre outros, a Sapphire, XFX, Asus, Gigabyte, MSI, Biostar, Gainward, Diamond, HIS, PowerColor, Club 3D, VisionTek e Force3D.

4.2 Família Radeon HD 6000M
São chips mobile da segunda geração com suporte para MS-DirectX 11 e HD3D, lançado em janeiro de 2011 pela AMD. Os processadores oferecem resolução full HD, exibição tridimensional e suporte para as principais tecnologias de renderização utilizadas atualmente – DirectX 11 e OpenGL 4.1 – . Multimídia, jogos e produtividade também se aproveitam da capacidade de composições de telas com até seis monitores, graças à tecnologia Eyefinity. A linha é dividida em quatro categorias de diferentes desempenhos: entusiasta (HD 6900M e 6800M), para jogos high-end oferecendo até 1,3 teraflops de potencia computacional; performance (HD 6700M, 6600M e 6500M); intermediário (HD 6400M), para atender aos usuários “mainstream”; e dispositivos finos e leves (HD 6300M). A familia 6000M introduz o novo AMD HD3D “hocus pocus”, que permitirá que aplicativos, jogos e outras mídias possam ser apresentados em 3D, enquanto EyeSpeed é um nome de marketing para um conjunto de tecnologias projetadas para melhorar o streaming de vídeo e desempenho de jogos, assumindo mais tarefas com a GPU.

4.3 fglrx
é o nome para o drive de vídeo utilizado pela família de adaptadores de vídeo ATI Radeon e ATI FireGL e padrão para “FireGL and Radeon for X”. Em meados de 2004, a ATI começou a suportar Linux (XFree86, X.Org), a partir da contratação de uma nova equipe de driver Linux para produzir o fglrx. Os novos drivers proprietários para Linux, em vez de ser uma porta dos drivers Catalyst Windows, foram baseados nos drivers Linux para o FireGL (os drivers FireGL trabalhavam antes com os Radeons, mas oficialmente não suportavam eles), um cartão voltado para produtores gráficos, não jogadores.

O fglrx contém partes livres e de código aberto, bem como proprietário. A partir do Catalyst 11.7, o driver proprietário para Linux da ATI foi renomeado ATI Catalyst Linux. A versão Linux tem sido criticado por sua estabilidade e desempenho, bem como a falta de opções. O estado do driver tem melhorado ao longo do tempo com a AMD tentando trabalhar em conjunto com desenvolvedores de aplicativos, embora na maioria dos casos os drivers são considerados sólidos o suficiente para a maioria das tarefas e funcional para a maioria dos usuários.

4.4 ATI FireGL
Gama de placas de vídeo, renomeado para FirePro 3D no final de 2008, é uma série especificamente para CAD (Computer Aided Design) e software DCC (Digital Content Creation), normalmente encontrado em estações de trabalho.

4.5 OpenGL
Open Graphics Library é uma API livre utilizada na computação gráfica, para desenvolvimento de aplicativos gráficos, ambientes 3D, jogos, entre outros. O padrão OpenGL foi criado em 1992 e é mantido pelo ARB (Architecture Review Board), um conselho formado por empresas como a 3DLab, ATI, Dell, Evans&Sutherland, HP, IBM, Intel, Matrox, NVIDIA, Sun e a Silicon Graphics.

O OpenGL é um conjunto de algumas centenas de funções, que fornecem acesso a praticamente todos os recursos do hardware de vídeo. Internamente, ele age como uma máquina de estados, que de maneira bem específica dizem ao OpenGL o que fazer. Usando as funções da API, você pode ligar ou desligar vários aspectos dessa máquina, tais como a cor atual, se transparência será usada, se cálculos de iluminação devem ser feitos, se haverá ou não o efeito de neblina, e assim por diante. É importante conhecer cada um desses estados, pois não é incomum a obtenção de resultados indesejados simplesmente por deixar um ou outro estado definido de maneira incorreta.

4.6Um comparativo de características entre chips da família HD 6000

a) Radeon HD 6400M

Processador: 480-800 MHz
Clock de memória: 3.2 GHz GDDR5 ou 1.6-1.8 GHz DDR3
Largura de banda memória: 25.6 GB/s (GDDR5) ou 12.8-14.4 GB/s (DDR3)
Poder computacional: 0.15-0.26 TeraFLOP
Taxa de preenchimento de texturas: 3.84-6.4 Gigatexels/s
Taxa de preenchimento de pixels: 1.92-3.2 Gigapixels/s
Taxa de preenchimento de pixels anti-alias: 7.68-12.8 Gigasamples/s
160 Processadores Stream
8 Unidades de texturaGetting Started
16 Z/Stencil ROPs
4 Color ROPs

b) Radeon HD 6900M

Processador: 580-680 MHz
Clock de memória: 3.6 GHz
Largura de banda memória: 115.2 GB/s
Poder computacional: 1.1-1.3 TeraFLOPS
Taxa de preenchimento de texturas: 27.84-32.64 Gigatexels/s
Taxa de preenchimento de pixels: 18.56-21.76 Gigapixels/s
Taxa de preenchimento de pixels anti-alias: 74.24-87.04 Gigasamples/s
960 Processadores Stream
48 Unidades de textura
128 Z/Stencil ROPs
32 Color ROPs

c) Radeon HD 6970 (para Desktop)

Poder computacional de 2,7 TFLOPs
1536 Stream processors
96 unidades de textura
2 GB de RAM de 5 GHz DDR5


Links:

1- Install AMD Radeon HD 6470M and solve overheat on Ubuntu 11.10 Oneiric
2- HybridGraphics
3- Radeon HD 6xxxM Series
4- Compare Desktop Graphic Cards
5- AMD lança série de processadores de vídeo Radeon HD 6000M para portáteis
6- Review HP ProBook 4530s Notebook
7- Getting Started OpenGL

Tenho um Debian (Lenny) instalado em meu laptop Toshiba com o gerenciador de janelas GNOME, mas a tecla de atalho Fn+F5 não funciona. Este atalho funcionando seria muito importante, pois permitiria de maneira fácil ativar a saída de vídeo para um segundo terminal ou datashow. Especialmente quando desejamos fazer apresentações em auditórios para grupos de pessoas.

Depois de muito pesquisar, achei uma solução: grandr

Este aplicativo em gtk está disponível através do aptitude, apt-get ou synaptics. Trata-se de um “GNOME Panel Applet”. Após instalá-lo, utilize o lançador de aplicações, e chamando “grandr” ative/desative a saída de vídeo quantas vezes desejar.

Assim, a funcionalidade do atalho Fn+F5 de ativar a saída de vídeo passa a ser desempenhada pelo grandr.

OBS: grandr é um software livre, distribuído livremente pela intel. Embora não venha explicitado de forma clara qual a forma de seu licenciamento.

Apenas para registrar, as características de meu laptop:
Lap Top Toshiba Satellite, versão A0. A CPU é Mobile Intel(R) Pentium(R) 4 – M CPU 2.20GHz, com uma controladora Intel 82852/82855 GM/GME/PM/GMV Processor to I/O Controller, controladora de display compatível VGA 82852/855GM Integrated Graphics Device da Intel. Debian Lenny com gerenciador de janelas GNOME.