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1) Introdução
Testamos este post na versão 7 do Debian (“wheezy”), e Mediawiki versão 1.19.20.

2)Instalar o MediaWiki (parte-1)

#apt-get install mediawiki

Esse comando instalará:
– apache2;
– mysql;
– php5;
– mediawiki,

e seus conjuntos de arquivos associados. Quando da instalação, será formulada a pergunta de qual a senha desejada para ser definida para o administrador do banco de dados MySQL (atenção: não tem nada haver com usuário root do S.O.; este usuário administrador do banco de dados será criado automaticamente na tabela mysql.user.). Veja abaixo:

Pedido de senha para usuario root MySQL

Após a execução do comando acima, o mediawiki estará disponível nas seguintes pastas (e subpastas):

  • /etc/mediawiki
  • /var/lib/mediawiki/ : contém, basicamente, links simbólicos para /usr/share/mediawiki
  • /usr/share/mediawiki/ : principal pasta. Onde estão os arquivos com o código do mediawiki

3) Uma primeira mensagem de alerta do Apache
Logo após a instalação do Apache, quando da execução do comando de recarregar a configuração do Apache (# /etc/init.d/apache2 reload) ou comando de reiniciar (# /etc/init.d/apache2 restart), uma primeira mensagem de alerta aparece:

Could not reliably determine the server's fully qualified domain name, using 127.0.0.1 for ServerName

Isso normalmente pode ser ignorado, pois não impede o bom funcionamento do Apache. Mas aquela mensagem significa que o daemon do Apache (httpd) não conseguiu obter um nome de host totalmente qualificado, fazendo uma pesquisa inversa no seu servidor de endereço IP. Uma alternativa simples para evitar estas mensagens é especificar “ServerName 127.0.0.1” no contexto do servidor global da configuração. Por exemplo, criando o arquivo /etc/apache2/conf.d/servername.local , tendo como conteúdo:

ServerName 127.0.0.1

4) Verificações básicas
a) verificar se o Apache está funcionando
Verificar se o servidor de páginas Apache está ativo, na forma exemplificada abaixo:
# ps -A | grep apache2
7561 ? 00:00:00 apache2
7706 ? 00:00:00 apache2
7707 ? 00:00:00 apache2
7708 ? 00:00:00 apache2
7709 ? 00:00:00 apache2
7710 ? 00:00:00 apache2

Acessar também a url http://localhost/ , onde uma página muito simples deverá ser mostrada no navegador, como esta abaixo (referente ao código em /var/www/index.html):
Tela inicial do Apache quando instalado

Dicas:
– para acompanhar as mensagens de erro do Apache, normalmente estas se encontram no arquivo /var/log/apache2/erro.log (quem define qual arquivo de erro é a variável ErrorLog, definida em /etc/apache2/apache2.conf).

– se desejar uma cópia local do manual da versão em uso do servidor de páginas Apache, fazer:
#apt-get install apache2-doc
Com isso, ao acessar a url http://localhost/manual/ teremos a documentação do Apache mostrada, como abaixo ilustrado:
Tela inicial do Manual do Apache

b) verificar se o PHP está funcionando
Criar o arquivo /var/www/index.php com o seguinte conteúdo:

<?php
phpinfo();
?>

Reiniciar o Apache:
# /etc/init.d/apache2 restart

Agora, acessar o endereço http://localhost/index.php . Se as informações de configuração do PHP aparecerem, isto significará que o Apache e o interpretador PHP foram instalados corretamente e estão funcionando. Veja um exemplo de um pedacinho da página que deverá ser mostrada:

Tela de teste do funcionamento do interpretador PHP

c) verificar se o MySQL está funcionando.
Verificar se o processo MySQL server foi iniciado e está “ativo”:

$ ps -A | grep mysql
7391 ?        00:00:00 mysqld_safe
7720 ?        00:00:13 mysqld

Para ter acesso ao banco do MySQL, utilizar o seguinte comando:
$ mysql -u root -p
Este comando é destinado a fazer a autenticação no banco de dados MySQL. Será solicitado a senha do usuário “root” (que neste momento é o usuário administrador do MySQL) de acesso ao banco que fora definida anteriormente na instalação. Forneça a senha, conforme definida naquele momento da instalação.

Dicas:
– verificar se o servidor MySQL está instalado e qual a sua versão: $ apt-cache policy mysql-server
– verificar se o client MySQL está instalado e qual a sua versão: $ apt-cache policy mysql-client
– estando autenticando do servidor MySQL, são úteis os seguintes comandos básicos:
* status do banco: mysql> status;
* base de dados existentes: mysql> show databases;
* selecionar uma base de dados (exemplo: a BD mysql): mysql> use mysql;
* listar as tabelas de uma BD (que fora anteriormente selecionada): mysql> show tables;
* verificar os usuários existentes:


mysql> SELECT User, Host, Password FROM mysql.user;
+------------------+-----------+-------------------------------------------+
| User             | Host      | Password                                  |
+------------------+-----------+-------------------------------------------+
| root             | localhost | *81F5E21E35407D884A6CD4A731AEBFB6AF209E1B |
| root             | 127.0.0.1 | *81F5E21E35407D884A6CD4A731AEBFB6AF209E1B |
| root             | ::1       | *81F5E21E35407D884A6CD4A731AEBFB6AF209E1B |
| debian-sys-maint | localhost | *BEB671E4F154411B71BEEDA86385600449ED3346 |
+------------------+-----------+-------------------------------------------+

Neste caso, fora o próprio sistema operacional, apenas usuário do BD chamado “root” pode ter acesso, fornecendo senha, e partindo do própria máquina.
* para outros comandos do BD MySQL veja o post Tutorial MySQL.

5) Instalar o MediaWiki (parte-2)
5.1 Liberar acesso inicial para parametrizar o mediawiki
Editar o arquivo da configuração do Apache em /etc/mediawiki/apache.conf e remover o sinal de comentário ‘#’ presente na sua terceira linha, ficando desta forma:
Alias /mediawiki /var/lib/mediawiki
Reiniciar o Apache:
# /etc/init.d/apache2 restart

Obs: observar que existe o arquivo /etc/apache2/conf-available/mediawiki.conf com as diretivas de configuração para o Apache achar o mediawiki.

Nesse momento, já é possível acessar a página inicial do Mediawiki para iniciar seu processo de configuração. Ao acessar a url http://localhost/mediawiki/ a seguinte página deverá ser mostrada:
Tela inicial do Midiawiki, para iniciar sua configuração

5.2 Iniciar a parametrização do mediawiki
Clicar no link mostrado na figura anterior e iniciar a parametrização do Mediawiki. Algumas dicas úteis:
– nome do utilizador da base de dados: informar o nome do usuário já criado na BD do MySQL que será usado para ter acesso à BD durante o processo de instalação. Este usuário não é o do MediaWiki, e sim de um usuário da base de dados.
– conta de administrador, seu nome: o seu nome, por exemplo, “Joao Beltrao”. Este é o nome que irá utilizar para entrar na wiki.
– sobre o arquivo LocalSettings.php: automaticamente será gerado um arquivo de configuração que será disponibilizado ao usuário que está instalando o mediawiki. Salve este arquivo e coloque-o na mesma pasta do arquivo index.php do mediawiki (no caso deste post, esta pasta após iniciar os dois links simbólicos é a /etc/mediawiki/ .

Pronto, acesse a url http://localhost/mediawiki/ e observe que o Mediawiki estará funcionando normalmente. Faça o login através do usuário que fora criado (no caso, “Joao Beltrao”). Bom uso.

5.3 Parametrizações do arquivo LocalSettings.php
Este arquivo permite um grande número de parametrizações. Algumas dicas (no caso, acrescentar ao final do arquivo as seguintes linhas:
$wgGroupPermissions['*']['edit'] = false;
$wgLocalTZoffset = -180;
$wgGroupPermissions['*']['createaccount'] = false;

A primeira linha acima serve para evitar que usuários anônimos possam modificar o conteúdo do Wiki; a segunda linha para que o Wiki utilize o mesmo fuso horário do usuário no momento de uma edição (horário brasileiro: -3 horas = -180 minutos); a terceira linha desabilita a criação de novos usuários pelos próprios internautas, tarefa que será feita exclusivamente pelo administrador do wiki.

Se desejar, fazer:
$wgGroupPermissions['*']['read'] = false;
Com isso, só é permitido a leitura do wiki por usuários logados no wiki.

Obs: o logo do wiki é definido pela variável “$wgLogo” que por padrão está apontando para /usr/share/mediawiki/skins/common/images/wiki.png. Recomenda-se que se utilize uma figura com fundo transparente de 135×135 pixels. Uma rápida modificação dessa imagem visualizada nesta instalação, apenas altere o valor da variável “$wglogo” que está apontando para a imagem “wiki.png”, deixando-a apontando para a imagem “mediawiki.png” (que está na mesma pasta).

5.4 Dica de segurança
Caso o mediawiki for instalado em uma área pública, cuidado deve-se ter quanto a proibição do acesso de usuários ao arquivo de configuração. Assim, quando for esse o caso, a alteração da permissão do arquivo /etc/mediawiki/LocalSettings.php seria recomendável:

# chmod 600 LocalSettings.php
# chown www-data:www-data LocalSettings.php

Isto fará com que este arquivo não fique visível a outros usuários. É uma medida de segurança.
Se a configuração de segurança fora feita com sucesso, ao acessar a url http://localhost/mediawiki/LocalSettings.php uma página em branco ou uma página de erro deve ser mostrada.

5.5 Uma verificação da base de dados após mediawiki estar instalado
Para isso, faça a autenticação na base de dados. Assim:
a) verificar as bases de dados
Caso o nome da base de dados escolhida na instalação do wiki tenha sido “my_wiki”, tem-se:

mysql> show databases;
+--------------------+
| Database           |
+--------------------+
| information_schema |
| my_wiki            |
| mysql              |
| performance_schema |
+--------------------+

b) verificar as tabelas criadas para o wiki
Após chavear para a base de dados “my_wiki”, e durante a instalação do wiki escolheu-se “prefixo” para o nome dos prefixos das tabelas relativas as bases de dados do wiki, tem-se:

mysql> show tables;
+---------------------------+
| Tables_in_my_wiki         |
+---------------------------+
| prefixoarchive            |
| prefixocategory           |
| prefixocategorylinks      |
| prefixochange_tag         |
          .
          .
          .

5.6 Testar o funcionamento do mediawiki como um todo
Agora que o mediawiki está instalado, é hora de testar os passos executados. Pelo menos, teste as seguintes facilidades:

– edição de página;
– criação de página;
– criação de usuário.

5.7 Acessar o Mediawiki de outras máquinas
Para isto, basta alterar o valor da variável wgServer do arquivo LocalSettings.php: em vez de localhost (que é o default), coloque o IP de sua máquina. Exemplo:
$wgServer ="http://192.167.34.25";

6) Dicas adicionais para aqueles que desejam criar um domínio próprio para o wiki
A partir desse ponto, são dicas adicionais e não há obrigatoriedade de seguir para deixar o Mediawiki funcionando.

Copiar os apontadores do Mediawiki (e mais algumas pastas adicionais) para o diretório raiz do Apache

# cp -a /var/lib/mediawiki/ /var/www/wiki

6.1) Preparar o ambiente antes de continuar a instalação do Mediawiki

6.1.1) escolher um nome de domínio para acessar o mediawiki. Por exemplo: http://www.meuwiki.com
6.1.2) criar uma entrada no Apache para o novo domínio meuwiki
a) Criar um arquivo em /etc/apache/sites-available, por exemplo de nome ‘meuwiki’, com o seguinte conteúdo:

<VirtualHost *:80>
ServerName http://www.meuwiki.com
DocumentRoot /var/www/wiki
</VirtualHost>

obs: para facilitar, faça uma cópia do arquivo ‘default’ para o ‘meuwiki’, e edite suas diretivas.

b) Habilitar o dominio virtual

#a2ensite meuwiki

c) caso o novo domínio esteja hospedado na mesma máquina que o usuário esteja usando, crie uma entrada em /etc/hosts:

127.0.0.1 http://www.meuwiki.com

6.2) Recarregar o Apache com as novas configurações

# /etc/init.d/apache2 reload

6.3) Complementar a instalação do Mediawiki pelo navegador
Na caixa de endereços de URL do navegador, digitar o endereço do Mediawiki e complementar sua instalação. O acesso ao Mediawiki deve ser pelo nome do domínio escolhido (isso é MUITO IMPORTANTE!!!, para que a instalação fique correta e o Mediawiki acessível de qualquer máquina da rede):

http://www.meuwiki.com

A tela mostrada é para iniciar a configuração do Mediawiki, pois ainda o arquivo de configuração LocalSettings.php ainda não fora criado na pasta /etc/mediawiki/. Este arquivo será criado quando for terminado o processo de complementação da instalação do mediawiki, realizado pelo usuário com o navegador clicando no hiperlink “Set up the wiki” (conforme figura anterior).

6.4) Setup do Wiki
Um exemplo de setup do wiki:

Wiki name: “Meuwiki”
Admin username: “wikiadmin”
Password: <senha_do_wikiadmin>
Databasehost: “10.200.70.5:3306” ou “localhost” (se base dados em outra máquina ou na mesma em que fora instalado o wiki, respectivamente)
DB name: “db_meuwiki”
DB username: “adm_wiki”
DB password: <senha do DB admin>
Database table prefix: “meuwiki_”
Storage Engine: “InnoDB”
Database character set: “MySQL4.1/5.0 UTF-8”

Após executar este “setup”, será criado o banco de dados “db_meuwiki“, e a tabela “mysql.user” terão os seguintes usuários criados:

User Host Password
adm_wiki % *07C2A823749F8D68A9758F74DDDC945DE57873F6
adm_wiki localhost *07C2A823749F8D68A9758F74DDDC945DE57873F6
adm_wiki localhost.localdomain *07C2A823749F8D68A9758F74DDDC945DE57873F6

 

6.5) Disponibilizar o arquivo LocalSettings.php gerado na sua pasta definitiva
Após ter clicado no link “set up the wiki”, conforme mostrado na figura acima, respondido as questões apresentadas pelo aplicativo e, ao final, ter obtido uma mensagem de sucesso, complemente a instalação do Mediawiki disponibilizando este arquivo na sua pasta definida (a mesma que contém o arquivo com o código inicial do midiawiki – “index.php”). Na instalação exemplificada neste post, a pasta seria /var/lib/mediawiki:

# mv LocalSettings.php /var/lib/LocalSettings.php

Agora, garanta a segurança necessária ao ambiente:
# chmod 600 /var/lib/LocalSettings.php
# chown root:root /var/lib/LocalSettings.php

Links uteis:
1- Instalação do MediaWiki em sites pessoais em WebHostings
2- Instalação do MediaWiki no Debian Etch
3- Instalação do MediaWiki em sites pessoais em WebHostings
4- Instalando Apache+PHP+MySQL no Linux/Debian
5- Tutorial MySQL ( instalar em ambiente Linux – Debian )
6- Configurar domínios virtuais do Apache em máquina Linux/Debian
7- Instalar e configurar Módulos do Apache2 no Debian

Neste post vamos registrar um pequeno roteiro com o objetivo de descrever a instalação do Debian através de um pendrive, conectado na porta USB do computador.

1. Obter as imagens para o pendrive

Será necessário baixar dois arquivos e disponibilizá-los no pendrive. Através do endereço http://www.debian.org/distrib/netinst tem-se acesso aos dois arquivos necessários:

a) Imagem de boot, necessário para fazer a carga inicial através do pendrive
Esta imagem será obtida clicando na opção “CDs minúsculos, pendrives, etc -> amd64” (para máquinas 64 bits, ou fazendo uso da opção i386 para máquinas 32 bits). Uma página será mostrada e que conterá uma coluna chamada “Directory”. Nesta coluna, deve-se clicar em “hd-media” e baixar o arquivo “boot.img.gz”. Este é um arquivo comprimido de 35 MB, com os arquivos de boot para cartão de memória USB (pendrive), e será o responsável por realizar o boot no pendrive. Após descompactado, será gerado o arquivo “boot.img” de aproximadamente 1GB.

b) Imagem ISO do Debian
Esta imagem será obtida clicando na opção “CDs Pequenos -> amd64” (para máquinas 64 bits, ou fazendo uso da opção i386 para máquinas 32 bits). Ao ser clicado, fornecerá o download direto da imagem de instalação do Debian (modalidade NetInst). Como dispunha de um pendrive de 2GB, utilizei a versão de arquivo de imagem de 230MB. No caso, para a versão Debian disponível no momento em que escrevera este post, o arquivo disponível era “debian-6.0.4-amd64-netinst.iso” . Para pendrives menores, utilize a opção da versão até 40MB de imagem (imagem businesscard).

Como optamos por utilizar uma imagem com uma parte do Debian (exigido para começar o processo de instalação), será necessário uma conexão com a internet para complementar a instalação.

2. Transferir os arquivos para o pendrive

a) Considerando o arquivo “boot.img.gz”
Descompacte o arquivo “boot.img.gz” através do comando a seguir:

$ gunzip boot.img.gz

Instale a imagem no pendrive. O pendrive deverá estar montado. Considerando que o pendrive seja o dispositivo /dev/sdb (cuidado: isso irá variar de computador para computador), os comandos a serem emitidos serão os seguintes:

$ dd if=boot.img of=/dev/sdb
$ sync

OBS: Para certificar-se para qual dispositivo foi o ‘pendrive’ USB mapeado, pode-se recorrer ao comando dmesg ou mount depois de ter inserido o pendrive:

$ mount
/dev/sdb on /media/Debian Inst type vfat (rw,nosuid,nodev,uhelper=udisks,uid=1000,gid=1000,shortname=mixed,dmask=0077,utf8=1,showexec,flush)

No caso, observa-se que existe um pendrive, formatado com vfat, montado (/dev/sdb).
Agora é uma boa idéia para remover o pendrive e voltar a reconectá-lo ao dispositivo USB para que a nova partição e sua estrutura seja reconhecida pelo sistema Linux. Isso atualiza a tabela de partição das unidades armazenadas pelo udev.

b) Considerando o arquivo “debian-6.0.4-amd64-netinst.iso”
Simplesmente copie este arquivo para a pasta raiz do pendrive.

Após isto, desmonte e remova o pendrive. Ele está pronto para ser utilizado. A pasta raiz do pendrive deverá conter os seguintes arquivos:

$ tree
.
|-- adgtk.cfg
|-- adtxt.cfg
|-- debian-6.0.4-amd64-netinst.iso
|-- disk.lbl
|-- exithelp.cfg
|-- f10.txt
|-- f1.txt
|-- f2.txt
|-- f3.txt
|-- f4.txt
|-- f5.txt
|-- f6.txt
|-- f7.txt
|-- f8.txt
|-- f9.txt
|-- g2ldr
|-- g2ldr.mbr
|-- gtk.cfg
|-- initrdg.gz
|-- initrd.gz
|-- ldlinux.sys
|-- linux
|-- menu.cfg
|-- prompt.cfg
|-- rqgtk.cfg
|-- rqtxt.cfg
|-- setup.exe
|-- splash.png
|-- stdmenu.cfg
|-- syslinux.cfg
|-- txt.cfg
|-- vesamenu.c32
`-- win32-loader.ini

3. Executar o boot pelo pendrive e instalar o Debian
Com o computador desligado, insira o pendrive na interface USB e ligue a máquina. Através da BIOS, configure para que a sequência de boot tenha como primeira opção a interface USB-pendrive (os termos utilizados nas BIOS para designar o boot a partir do dispositivo USB não são padronizados: as vezes “Removable Drive”, “USB-ZIP” e outros).
OBS: algumas BIOS mais antigas não permitem fazer esta configuração.

Para entrar na BIOS e configurá-la, deve-se quando o computador iniciar apertar a tecla “Delete” (na maior parte das vezes, mas isto pode variar de computador para computador. Consulte a documentação de hardware para saber a combinação de teclas exata).

Referências
1- Preparar Ficheiros para iniciar a partir de USB Memory Stick
2- Seleção de Dispositivo Para Boot
3- Como instalar o Debian a partir de pendrive

Este post se refere ao computador LG R590-U.BE53P1, tipo 5200.

Vem sendo de certa forma comum existir desconfortos para encontrar drivers Linux para as máquinas. Isto vale para o adaptador ethernet, wireless, áudio e vídeo, principalmente estes. Vamos tratar cada procedimento adotado para deixar este computador da LG funcionando corretamente com o Linux, distribuição Debian.

 

1. Configurando a interface wireless Realtek no LG R590 no Debian
Quando da instalação do sistema operacional, já fora detectada a falta de um firmware no repositório Debian, conforme reprodução abaixo de parte da mensagem que fora mostrada naquele momento no terminal:

“parte de seu hardware precida de arquivos de firmware não-livre para funcionar. Os arquivos de firmware que estão faltando são: rtlwifi/rtl8192sefw.bin”.

Ao final da instalação, pode-se observar que a interface wifi ainda não se encontra funcionando. Como veremos adiante, o firmware faltante que fora detectada pelo BIOS é justamente relativo a controladora wifi da máquina.

1.1) Primeiros passos – a identificação
a) Listar as PCI existentes
O utilitário lspci mostra informações sobre os barramentos PCI da máquina e sobre os “devices” conectados a estes.

$ lspci -v
02:00.0 Network controller: Realtek Semiconductor Co., Ltd. RTL8191SEvB Wireless LAN Controller (rev 10)
	Subsystem: Quanta Microsystems, Inc Device 0308
	Flags: fast devsel, IRQ 16
	I/O ports at 3000 [size=256]
	Memory at d8100000 (32-bit, non-prefetchable) [size=16K]
	Capabilities: 

Pelo quadro acima vemos que a informação de driver em uso não aparece. Confirmando que falta este firmware. O “device” foi percebido, mas está sem uso em função da inexistência do software de firmware.
$ lspci -nn
02:00.0 Network controller [0280]: Realtek Semiconductor Co., Ltd. RTL8191SEvB Wireless LAN Controller [10ec:8172] (rev 10)

Relembrando, conforme post “Entendendo os drivers Linux para arquitetura de barramento PCI“: a identificação de um dispositivo PCI é realizada através de 32 bits, da seguinte maneira:
dddd:bb:dd.f onde:
– cada domínio é identificado por 16 bits (“dddd”), podendo receber até 256 barramentos;
– cada barramento é identificado por 8 bits (“bb”), podendo receber até 32 dispositivos;
– cada dispositivo é identificado por 5 bits (“dd”), podendo existir até 32 dispositivos em cada barramento PCI;
– a função de cada dispositivo é identificado por 3 bits (“f”), podendo existir até 8 funções.

Logo, interpretando o caso acima, temos na máquina afeta uma controladora de rede no barramento número 02, identificada como o device número 00 deste barramento. Fazendo a leitura completa da saída do comando lspci, pode-se ver que esta máquina tem 5 barramentos identificados por 00, 01, 02, 03 e ff.

A tabela de dispositivos pci lidos a partir do BIOS está em /sys/bus/pci/devices/. No caso deste controlador de rede, suas informações podem ser obtidas em /sys/bus/pci/devices/0000:02:00.0/. Daí, usando-se os dois comandos abaixo:
$ cat /sys/bus/pci/devices/0000:02:00.0/vendor
$ cat /sys/bus/pci/devices/0000:02:00.0/device

pode-se tirar:
– o “vendor” identifica que o fabricante do hardware: é informado 0x10ec (e do sitio PCI Vendor and Device Lists vemos que este número identifica a Realtek Semiconductor Co., Ltd.)
– o “device” é onde o fabricante do hardware informa qual a identificação do dispositivo: é informado 0x8172 (e do sitio PCI Vendor and Device Lists vemos que este número identifica o device “Single-Chip IEEE 802.11b/g/n 1T2R WLAN Controller with PCI Express Interface”).

O circuito integrado (CI) em chip único Realtek RTL8191SE, é um CI MIMO (“Multiple In, Multiple Out”) que implementa solução Wireless LAN (WLAN) com especificação 802.11n (com suporte à IEEE 802.11b and 802.11g) trabalhando na banda de 2.4GHz. Ele integra um MAC, uma capacidade de banda básica 1T2R, e RF em um único “chip”. O RTL8191SE fornece uma solução completa de um cliente “wireless” de alta performance.

Indo ao sitio da Realtek, há como baixar drivers para Linux para este dispositivo. Escolha no menu: Communications Network ICs -> Wireless Lan ICs -> Wlan NIC -> IEEE 802.11b/g/n Single-Chip -> Software -> RTL8192SE e baixe o arquivo correspondente ao seu kernel. No caso do kernel 3.2.60, o arquivo a ser baixado é o 92ce_se_de_linux_mac80211_0005.1230.2011.tar.gz. Para o kernel anterior ao 2.6.24, o arquivo a ser baixado é o rtl819se_linux_2.6.0019.1207.2010.tar.gz.

1.2) Debian 6 (Squeeze)
Acessando os softwares de firmware do CI Realtek, e considerando que o kernel em uso na máquina é o 2.6.23, deve-se baixar o arquivo rtl819se_linux_2.6.0019.1207.2010.tar.gz que contém o driver adequado.

O arquivo baixado deve ser desempacotado e compilado. Certifique-se que sua máquina tem instalado os seguintes aplicativos:

# apt-get install linux-headers-$(uname -r)
# apt-get install gcc
# apt-get install make
# apt-get install binutils

É importantíssimo que a mesma versão do compilador (gcc) que foi utilizado para gerar  o kernel Linux também seja utilizada para compilar os drivers.  Proceda da seguinte maneira:

a) Verificar a versão do gcc utilizada pelo kernel:

$ cat /proc/version
Linux version 2.6.23-5-amd64 (Debian 2.6.23-38) (ben@decadent.org.uk) (gcc version 4.3.5 (Debian 4.3.5-4)

Vemos que a versão do gcc utilizada para compilar o kernel foi a versão 4.3.

b) verificar a versão em uso na máquina:
$ gcc -v
gcc version 4.4.5 (Debian 4.4.5-8)

ou através de:

$ cd /usr/bin
/usr/bin$ ls -l gcc*
lrwxrwxrwx 1 root root gcc -> gcc-4.4
-rwxr-xr-x 1 root root gcc-4.4
-rwxr-xr-x 1 root root gcc-4.3

Logo, observamos uma diferença.  Se a máquina não estiver com o gcc-4.3 instalado, faça sua instalação (pode ser facilmente através do Synaptic). Em seguida, execute:


/usr/bin# rm gcc
/usr/bin# ln -s gcc-4.3 gcc

Para certificar-se, visualize agora qual o compilador gcc que está ativo:
$ gcc -v
gcc version 4.3.5 (Debian 4.3.5-4)

Só então execute os seguintes comandos:


$ tar -xvzf rtl819se_linux_2.6.0019.1207.2010.tar.gz
$ cd rtl819se_linux_2.6.0019.1207.2010
$ make
# make install
Reinicie o computador agora....

OBS:
a) O módulo tem que ser recompilado toda vez que o número do kernel linux mudar.
b) O driver usa wlan0, e utilizando o comando lspci obtem-se DEVICE 8172 na linha 02:00.0. Se mostrado na linha 03:00.0 poderá também ser wlan1.
c) Em caso de necessidade de suporte quanto ao funcionamento do driver, pode ser tentado ajuda através do email wlanfae@realtek.com

1.3) Debian 7 (Wheezy)
Ao seguir o roteiro acima, baixando o arquivo 92ce_se_de_linux_mac80211_0005.1230.2011.tar.gz já que no momento o kernel da máquina 3.2.60, e seguindo os mesmos passos descritos para o Debian 6, após o reboot da máquina esta estará com a interface wifi funcionando normalmente.

Observe agora que a saída do comando lspci indica qual o driver em uso:

$ lspci -v
02:00.0 Network controller: Realtek Semiconductor Co., Ltd. RTL8191SEvB Wireless LAN Controller (rev 10)
	Subsystem: Quanta Microsystems, Inc Device 0308
	Flags: bus master, fast devsel, latency 0, IRQ 16
	I/O ports at 3000 [size=256]
	Memory at d8100000 (32-bit, non-prefetchable) [size=16K]
	Capabilities: 
	Kernel driver in use: rtl8192se

1.4) Debian 8 (Jessie)
Mais fácil ainda. Basta:
a) colocar em /etc/apt/sources.list a seção non-free. Por exemplo, algo assim:
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ jessie main non-free
b) atualizar:
# apt-get update
c) instalar pacote de firmware (por linha de comando ou utilizando o synaptic):
# apt-get install firmware-realtek
d) reiniciar a máquina
# reboot

Pronto, a interface wifi deverá estar funcionando.

1.5) Comandos úteis
a) verificar se a placa wifi está bloqueada:
# rfkill list wlan (para wifi)
# rfkill list all (para wifi e bluetooth)

obs: inicialmente, fazer a instalação do aplicativo (apt-get install rfkill)
Se tudo estiver desbloqueado uma resposta do tipo deve ser fornecida:

1: phy0: Wireless LAN
	Soft blocked: no
	Hard blocked: no
7: hci0: Bluetooth
	Soft blocked: no
	Hard blocked: no

 


b) desbloquear a placa (caso esteja bloqueada):
# rfkill unblock wlan (para wifi)
# rfkill unblock all (para wifi e bluetooth)
# /etc/init.d/network-manager restart (reiniciar a rede)

2. Configurando o adaptador de video Nvidia Geforce GT335M no Debian

O lap-top LG modelo LGR58 vem equipado com um processador gráfico NVIDIA GeForce da serie 300M (modelo GeForce GT 335M – mobile), com 1GB de memória dedicada.

# lspci -v

01:00.0 VGA compatible controller: NVIDIA Corporation GT215 [GeForce GT 335M] (rev a2) (prog-if 00 [VGA controller])
	Subsystem: LG Electronics, Inc. Device 0832
	Flags: bus master, fast devsel, latency 0, IRQ 16
	Memory at d2000000 (32-bit, non-prefetchable) [size=16M]
	Memory at c0000000 (64-bit, prefetchable) [size=256M]
	Memory at d0000000 (64-bit, prefetchable) [size=32M]
	I/O ports at 4000 [size=128]
	Expansion ROM at d3080000 [disabled] [size=512K]
	Capabilities: [60] Power Management version 3
	Capabilities: [68] MSI: Enable- Count=1/1 Maskable- 64bit+
	Capabilities: [78] Express Endpoint, MSI 00
	Capabilities: [b4] Vendor Specific Information: Len=14 <?>
	Capabilities: [100] Virtual Channel
	Capabilities: [128] Power Budgeting <?>
	Capabilities: [600] Vendor Specific Information: ID=0001 Rev=1 Len=024 <?>
	Kernel driver in use: nouveau

 

Observe que está sendo utilizado o driver genérico “nouveau” para esta interface, e não o driver especializado da própria Nvidea.

a) Faça o download do driver do produto Geforce GT335M, diretamente do sitio da Nvidia.

b) Desinstalar o driver da Nouveau

A distribuição Debian já vem com um driver alternativo e aberto Nouveau para controladoras de vídeo da nVidia (Driver Open Source de Aceleração para placas nVidia) incluído no seu kernel Linux. O Fedora 11 já inclui este driver e a Canonical incluiu também no Ubuntu 10.04. A distribuição Debian também vem disponibilizando este driver em seus repositórios. O projeto nouveau visa à construção de drivers de código aberto de alta qualidade para placas nVidia. “Nouveau” [nuvo] em francês significa “novo”.

Preferi usar o próprio driver fornecido pela nVidea. Neste caso, devemos desinstalar os pacotes Nouveau:

Utilize o Synaptic e marque para desinstalar os pacotes nouveau:
libdrm-nouveau1a
libdrm-nouveau1a:i386
xserver-xorg-video-nouveau-dbg

Adicione ao arquivo (ou crie este arquivo se ainda não existir) /etc/modprobe.d/blacklist.conf as seguintes linhas:
blacklist vga16fb
blacklist nouveau
blacklist rivafb
blacklist nvidiafb
blacklist rivatv

Agora reinicie o computador. Isto fará com o que o driver nouveau ainda em uso não seja mais utilizado. Após a reiniciação, verifique se realmente o driver nouveau não mais está obtendo a seguinte resposta ao comando abaixo:
# lshw -c video | grep 'configuration'
configuration: latency=0

c) Saia do servidor X (abra um terminal em modo texto – por exemplo, através de ctrl+alt+F1) e cancele todas aplicacoes OpenGL:

# /etc/init.d/gdm stop (se está usando gdm) ou
# /etc/init.d/gdm3 stop (se está usando gdm3)
# /etc/init.d/lightdm stop (se está usando o lightdm)

OBS: o gerenciador de login (para detalhes veja o post Gerenciadores de login no Debian) que está em uso pode ser facilmente identificado através de duas formas:
– pelo comando: $ cat /etc/X11/default-display-manager

– pela leitura do deamon ativo no sistema:

$ ps -A | grep gdm para saber se está usando gdm ou gdm3; ou
$ ps -A | grep lig para saber se está usando lightdm; ou
$ ps -A | grep kdm para saber se está usando kdm

d) Mude para a pasta contendo o driver, fazendo o arquivo baixado ter privilégios de ser executado:
# chmod +x NVIDIA-Linux-x86-256.44.run (para versão 32 bits), ou
# chmod +x NVIDIA-Linux-x86_64-340.32.run (para versão 64 bits)

e) Se ainda nao tiver instalado os arquivos listados abaixo, faça-o agora:

# apt-get install linux-headers-$(uname -r)
# apt-get install gcc
# apt-get install make
# apt-get install binutils

f) Por seguranca, faça uma cópia da configuração do servidor X:
#cp /etc/X11/xorg.conf /etc/X11/xorg.conf-original

g) Fazer a instalação do driver:
# ./NVIDIA-Linux-x86_64-340.32.run (para versão 64 bits)
O arquivo .run e’ um arquivo de auto extracao. Quando executado, ele extrai os conteúdos do arquivo e executa o utilitário nvidia-installer, o qual provê uma interface iterativa para o usuário fazer a instalação. Após a instalação reinicie o computador.

h) Verificar se o driver nvidia realmente está em uso
Após reiniciar o computador, verifique se o driver em uso é o nvidea:
– verificação-1: pelo comando abaixo, obtendo a seguinte resposta:
# lshw -c video | grep 'configuration'
configuration: driver=nvidia latency=0

– verificação-2: pelo comando lspci, obtendo a seguinte resposta:

# lspci -v

01:00.0 VGA compatible controller: NVIDIA Corporation GT215 [GeForce GT 335M] (rev a2) (prog-if 00 [VGA controller])
	Subsystem: LG Electronics, Inc. Device 0832
	Flags: bus master, fast devsel, latency 0, IRQ 44
	Memory at d2000000 (32-bit, non-prefetchable) [size=16M]
	Memory at c0000000 (64-bit, prefetchable) [size=256M]
	Memory at d0000000 (64-bit, prefetchable) [size=32M]
	I/O ports at 4000 [size=128]
	[virtual] Expansion ROM at d3080000 [disabled] [size=512K]
	Capabilities: [60] Power Management version 3
	Capabilities: [68] MSI: Enable+ Count=1/1 Maskable- 64bit+
	Capabilities: [78] Express Endpoint, MSI 00
	Capabilities: [b4] Vendor Specific Information: Len=14 <?>
	Capabilities: [100] Virtual Channel
	Capabilities: [128] Power Budgeting <?>
	Capabilities: [600] Vendor Specific Information: ID=0001 Rev=1 Len=024 <?>
	Kernel driver in use: nvidia

i) Alguns problemas que podem ser encontrados
i.1) se a versão do compilador GCC do kernel for diferente da versão do compilador instalado em seu sistema, quando desta etapa do procedimento de instalação  do driver ocorrerá uma mensagem de aviso e parada para o usuário abortar ou continuar a instalação.  No meu caso, a mensagem informava que o kernel usou o GCC4-3 e a versão atual é a GCC4-4. Por segurança, é melhor abortar e fazer a instalação do driver com a versão do compilador GCC compatível com a utilizada para compilar o kernel.  Para isto proceda da seguinte forma:

  • instale a versão do GCC 4-3 (utilize o synaptic, por exemplo)
  • verifique a versão do gcc atual:
    $gcc -v
    gcc version 4.4.5 (Debian 4.4.5-8)
  • verifique o local do compilador GCC.$ which gcc
    /usr/bin/gcc

    onde poderá se observar que gcc não passa de um link simbólico para o arquivo -> gcc-4.4
  • crie uma variável de ambiente CC, com valor de GCC4-3, pois no processo de instalação do driver esta será consultada e utilizada:
    # CC=gcc-4.3
    # export CC

Os comandos acima determinam que o conteúdo da variável CC é gcc-4.3, e o export CC é para tornar a variavel CC global  e poder ser visualizada em todos shells.
Para certificar-se, visualize o conteúdo da variável CC através do comando:
# env
Agora sim, dê início a instalação do driver novamente.

i.2) Se obtiver uma mensagem de erro relativo a não encontrar o apontador da árvore do kernel, proceda da seguinte forma:
# cd /usr/src
/usr/src# ln -s linux-headers-3.6.3-amd64/ linux

OBS: no caso acima para o kernel em uso que era o 3.6.3-amd64

i.3) Uma possível configuração para usar a interface RGB para um projetor: use o comando abaixo dentro do X (ou seja, com a interface gráfica sendo executada).
# nvidia-settings
Configure o que for necessário para o /etc/X11/xorg.conf e salve as modificações. Depois reinicialize o X e vai dar certo.

No meu caso, para ter a saída de vídeo reproduzida numa TV através da interface RGB fiz a seguinte configuração:

  • configuração para a tela do laptop LGD (DFP-0 on GPU-0):
    Configuration: TwinView
    resolução: 1024 x 768 60Hz
    position: absolute
  • configuração para o monitor TV LG Electronics LG TV (CRT-0 on GPU-0):
    Configuration: TwinView
    resolução: 1024x768 Auto
    Position: Clones

3. Mais informações:
1- Pacote Debian AMD64, ia64 ou i386 para Intel i5?
2- Blog do Jairo Sanches – Atheros AR8131 no Linux
3- To install Debian testing
4- Instalar o driver wireless RTL8191/8192SE
5- NVIDIA GeForce
6- Repositorios Debian
7- Migrando o Debian para o Squeeze
8- Debian Sources List Generator
9- Nouveau: driver open source de aceleração para placas nVidia
10- Como usar o o driver alternativo e aberto Nouveau
11- Debian – Package firmware-realtek
12- Entendendo melhor como funcionam os drivers em máquinas Linux
13- HDMI Audio on NVIDIA GPUs

A primeira atitude para instalar um ambiente de gerência de rede é instalar um pacote chamado snmp, que contem diversos aplicativos que podem ser utilizados para colher informações do protocolo snmp. Instale-o com o seguinte comando:

# apt-get install snmp

Após o termino da instalação, vários comandos para coleta de informações estarão disponíveis: snmpget, snmpset, snmpgetnext, snmpstatus, snmptrap, snmpwalk, e outros. Neste instante já podemos testar se o snmp está funcionando corretamente:

Digite o seguinte comando:
# snmpwalk -v1 -c minhacomunidade localhost system

Se a resposta for algo como abaixo, o sistema está funcionando corretamente:

SNMPv2-MIB::sysDescr.0 = STRING: Linux laptop.ubuntu 2.6.27-7-generic #1 SMP Fri Oct 24 06:42:44 UTC 2008 i686
SNMPv2-MIB::sysObjectID.0 = OID: NET-SNMP-MIB::netSnmpAgentOIDs.10
DISMAN-EVENT-MIB::sysUpTimeInstance = Timeticks: (1402) 0:00:14.02
SNMPv2-MIB::sysContact.0 = STRING: Zilmar (configure /etc/snmp/snmpd.local.conf)
SNMPv2-MIB::sysName.0 = STRING: laptop.ubuntu
SNMPv2-MIB::sysLocation.0 = STRING: Meu Laptop (configure /etc/snmp/snmpd.local.conf)
SNMPv2-MIB::sysORLastChange.0 = Timeticks: (4) 0:00:00.04
SNMPv2-MIB::sysORID.1 = OID: SNMP-FRAMEWORK-MIB::snmpFrameworkMIBCompliance
SNMPv2-MIB::sysORID.2 = OID: SNMP-MPD-MIB::snmpMPDCompliance
SNMPv2-MIB::sysORID.3 = OID: SNMP-USER-BASED-SM-MIB::usmMIBCompliance
SNMPv2-MIB::sysORID.4 = OID: SNMPv2-MIB::snmpMIB

Agora vamos iniicar as ações para instalar o Nagios. As versões dos aplicativos a serem utilizadas neste post são:

  • nagios-3.2.1;
  • nagios-plugins-1.4.14; e
  • nrpe-2.12.
  • 1) Baixar os pacotes necessários

    http://sourceforge.net/projects/nagios/files/nagios-3.x/nagios-3.2.1/nagios-3.2.1.tar.gz/download
    http://sourceforge.net/projects/nagiosplug/files/nagiosplug/1.4.14/
    http://sourceforge.net/projects/nagios/files/nrpe-2.x/nrpe-2.12/

    O primeiro arquivo é o próprio Nagios; o segundo contém plugins para o Nagios; e o terceiro arquivo….

    2) Baixar os compiladores básicos e os headers do kernel
    Isto se faz necessário apenas no caso do usuário ainda não ter ainda este ambiente em sua máquina.

    # apt-get install build-essential linux-headers-`uname -r`

    O build-essential é o conjunto de pacotes e bibliotecas de compilação, ele instala o GCC, G++ e os demais integrantes do kit básico. Já o pacote “linux-headers” inclui os headers do kernel, o conjunto de arquivos e ponteiros necessários para que o compilador seja capaz de gerar módulos adequados ao kernel em uso. Existem várias versões do pacote, uma para cada versão do kernel disponível nos repositórios (como em “linux-headers-2.6.26-1-686”); por isso, para facilitar, usamos o “linux-headers-`uname -r`” (o ` é o símbolo de crase) que faz com que o apt descubra sozinho qual versão deve instalar a partir do comando “uname -r”. Com isso, o ambiente fica pronto para a instalação dos drivers.

    3) Criar a pasta nagios
    O Nagios será instalado a partir da pasta /usr/local/. Criar abaixo dela uma pasta chamada nagios e copiar para dentro dela os arquivos baixados (citados no início deste post). Após as instalações descritas ao longo deste post, na pasta nagios serão encontradas seis pastas:


    bin/ ............Nagios binários do Nagios
    etc/ ............Diretório principal do Nagios, ele contém os arquivos de configuração e arquivos de configuração do CGI
    libexec/ ........Os plugins do Nagios são armazenados nesse diretórios
    sbin/ ...........CGIs
    share/ ..........Arquivos HTML (para interface web e documentação online)
    var/ ............Diretório vazio utilizado para os arquivos logs

    4) Extrair os arquivos

    # cd /user/local/nagios
    # tar -xvzf nagios-3.2.1.tar.gz
    # tar -xvzf nagios-plugis-1.4.14.tar.gz
    # tar -xvzf nrpe-2.12.tar.gz

    5) Criar o usuário nagios

    # adduser nagios
    # usermod -G nagios nagios
    # usermod -G www-data,nagios www-data

    O primeiro comando cria o usuário nagios, que será o usuário que o Nagios utilizará para a execução. Automaticamente o grupo nagios também será criado com o comando para esse usuário; o segundo e terceiro comandos servem para que o usuário nagios possa executar comandos através da interface web do apache, estando adicionando o usuário ao grupo do apache.

    6) Compilar o Nagios

    # cd /usr/local/nagios/nagios-3.2.1/
    #./configure --prefix=/usr/local/nagios --with-cgiurl=/nagios/cgi-bin --with-htmurl=/nagios/ --with-nagios-user=nagios --with-nagios-group=nagios --with-command-group=nagios
    # make all .............# compila o Nagios e os CGIs
    # make install .........# instala os binários
    # make install-init ....# instala os scripts de inicialização
    # make install commandmode ... # cria a pasta que será utilizada para a inserção de comandos externos
    #make install-config ...# instala o arquivo de configuração de EXEMPLO do Nagios.

    Observações:
    (a) Para o comando configure acima, temos as seguintes explicações:
    -prefix=/usr/local/nagios Destino onde o nagios será instalado
    -with-cgiurl=/nagios/cgi-bin Pasta CGI do Nagios
    -with-htmurl=/nagios/ Arquivos HTML do Nagios, pasta da web interface
    -with-nagios-user=nagios Usuário do Nagios
    -with-nagios-group=nagios Grupo do Nagios
    -with-command-group=nagios Grupo de comandos do Nagios o qual tem o usuário webserver (Apache) e o usuário nagios como membros.
    (b) As configurações do arquivo EXEMPLO, referente ao último comando acima, são apenas configurações básicas necessárias para executá-lo, provavelmente você precisará fazer alterações no arquivo /usr/local/nagios/etc/nagio.cfg de acordo com suas necessidades.

    7) Instalar os plugins

    # cd /usr/local/nagios/nagios-plugins-1.4.14
    # ./configure # compila o arquivo
    # make & make install # instala os binários

    Os plugins serão instalados no diretório /usr/local/nagios/libexec. Agora temos o Nagios e os plugins instalados.

    8 ) Configurar o Apache
    Isto é necessário para que seja possível acessar o Nagios e executar comandos externos via interface web. Existem duas formas de realizar a configuração: a primeira é criar um arquivo contendo configurações de ScriptAlias dentro da pasta /etc/apache2/sites-available/; a segunda através da inserção das configurações no arquivo httpd.conf. Será abordado neste post a segunda forma.

    Dentro do arquivo httpd.conf inserir as seguintes configurações:

    ScriptAlias /nagios/cgi-bin /usr/local/nagios/sbin/
    AllowOverride AuthConfig
    Options ExecCGI
    Order allow,deny
    Allow from all

    Alias /nagios /usr/local/nagios/share/

    Options None
    AllowOverride AuthConfig
    Order allow,deny
    Allow from all
    AuthName “Nagios Access”
    AuthType Basic
    AuthUserFile /usr/local/nagios/etc/htpasswd.users
    require valid-user

    Salvar o arquivo e em seguida reiniciar o apache:

    #/etc/init.d/apache2 restart

    9) Permissão de acesso
    Para uma maior segurança, o Nagios será configurado de forma que, cada usuário somente terá acesso a sua web interface caso esteja previamente cadastrado. Para isso, criaremos um arquivo de configuração contendo os usuários que terão permissão de acesso a interface do Nagios. O parâmetro “-c” do comando cria um arquivo htpasswd.users e insere o usuário jose:

    #htpasswd -c /usr/local/nagios/etc/htpasswd.users jose

    Editar o arquivo /usr/local/nagios/etc/cgi.cfg. Este arquivo contém as configurações do cgi utilizadas pelo Nagios. Configure os parâmetros abaixo para os usuários que você cadastrou no arquivo /usr/local/nagios/etc/htpasswd.users para que possam acessar o sistema. No caso, o arquivo ficou da seguinte forma:


    authorized_for_system_information=jose
    authorized_for_configuration_information=jose
    authorized_for_system_commands=jose
    authorized_for_all_services=jose
    authorized_for_all_hosts=jose
    authorized_for_all_service_commands=jose
    authorized_for_all_host_commands=jose

    Em seguida, reinicie o Nagios:
    #/etc/init.d/nagios restart

    10) Verificação de erros de configuração
    Podemos verificar se existe algum erro de configuração no trabalho até aqui realizado:

    # /usr/local/nagios/bin/nagios -v /usr/local/nagios/etc/nagios.cfg

    Cujo resultado deve ser:

    Total Warnings: 0
    Total Errors: 0
    Things look okay - No serious problems were detected during the pre-flight check

    11) Acessar o Nagios pelo browser
    O Nagios já pode ser acessado através de seu browser, pelo endereço http://localhost/nagios/

    Após a validação de usuário e senha você terá acesso ao Nagios. Agora é preciso configurar os arquivos de configuração do Nagios.

    12) Instale o serviço de monitoramento de máquinas Linux
    O serviço utilizado para monitoramento de máquinas Linux é o NRPE.

    # apt-get install libssl-dev
    # cd /user/local/nagios/nrpe-2.12/
    # ./configure
    # make & make install

    O pacote nrpe utiliza ssl, logo o motivo da instação do pacote libssl-dev. O NRPE funciona tanto sobre xinetd, inetd ou como deamon. Utilizaremos neste post o inetd. Para configurar o inetd para que o nrpe possa funcionar como um serviço e enviar informações ao servidor Nagios é necessário inserir no arquivo /etc/inetd.conf a seguinte linha:

    nrpe stream tcp nowait nagios /usr/sbin/tcpd /usr/local/nagios/bin/nrpe -c /usr/local/nagios/etc/nrpe.cfg –inetd

    Onde:
    nrpe ……….#serviço a ser executado
    stream ……#tipo de socket
    tcp …………#protocolo utilizado
    nagios ……#usuário com o qual o serviço será executado
    /usr/local/nagios/bin/nrpe -c …….#diretório onde está localizado o executável do nrpe
    /usr/local/nagios/etc/nrpe.cfg …..#arquivo de configuração do nrpe

    Os serviços executados sobre inetd estão contidos no arquivo /etc/services. Defina uma entrada para o serviço do nrpe também nesse arquivo. O nrpe utiliza a porta 5666 e o protocolo TCP, então a entrada para o nrpe no /etc/services é a seguinte:

    nrpe           5666/tcp

    A partir deste momento o nrpe estará funcionando na máquina local. Para checar seu funcionamento pode-se usar o plugin check_nrpe do Nagios, através do seguinte comando:

    /usr/local/nagios/libexec/check_nrpe -H 127.0.0.1

    Onde dece-se obter uma saída do tipo:

    NRPE v2.12

    Terminada a configuração, reinicie o nagios:

    /etc/init.d/nagios restart

    Leia mais:
    1- Configurando o Nagios 3 no Debian lenny
    2- Configurando o Nagios 3 no Debian lenny parte 2
    3- Nagios 3 no Debian 5 (Lenny)
    4- Mensagens de erro do nrpe

    Ao instalar uma imagem Debian (a que eu usei foi a versão 6 do Debian, a Squeeze) no lap-top HP Pavilion dv2040, nos deparamos com o problema da interface wifi não funcionar. Isso é devido ao fato de que o fabricante do driver (a Intel) não disponibilizá-lo como software livre. Assim, a distribuição Debian não incorpora o driver em sua ISO.

    1. Buscando a solução

    Estamos diante do desafio de lidar com a instalação e a configuração do dispositivo WiFi. A instalação deste dispositivo é, essencialmente, um processo em duas etapas: 1) instalar um driver (também chamado módulo) e 2) configurar sua interface WiFi. Um dispositivo WiFi opera através de um chip eletrônico chamado “chipset”. Podemos encontrar o mesmo chipset em diversos dispositivos diferentes. Consequentemente, o driver/módulo para um chipset irá funcionar com todos os dispositivos que usam aquele chipset. Uma interface WiFi é uma interface Ethernet que também provê parâmetros específicos de configuração WiFi, que são controlados usando o comando iwconfig.

    Antes de mais nada, vamos ver que placa de wifi é esta que está equipada no laptop:

    # lspci -nn
    05:00.0 Network controller [0280]: Intel Corporation PRO/Wireless 3945ABG [Golan] Network Connection [8086:4222] (rev 02)

    Fazendo a identificação do dispositivo (vide http://www.pcidatabase.com/):

  • 8086: é a identificação do “vendor”. No caso, o número corresponde a empresa Intel;
  • 4222: é a identificação do “device”. A identificação do chip que encontramos é “Intel 3945ABG Wireless LAN controller”.
  • Vemos que o laptop HP Pavilion dv2040 possui uma placa wireless fabricada pela Intel, referência “Intel Corporation PRO/Wireless 3945ABG”. Para ela funcionar há necessidade de seu driver proprietário correspondente, de forma a controlar corretamente seu chipset (que, fazendo as pesquisas utilizando as referências ao final deste post, encontramos a identificação do seu chipset: ipw3945; e de seu driver necessário: iwl3945). De forma complementar, algumas destas informações também poderiam ser obtidas diretamente do data-sheet do laptop, tal como a encontrada em http://www.retrevo.com/search?q=HP+DV2040&rt=sp&modelid=607833.

    O fabricante do laptop, a HP, mantém em seu portal informações sobre os drivers utilizados em suas máquinas. Informações sobre a placa 3945ABG podem ser obtidas neste portal. Neste mesmo portal da HP encontra-se a indicação da localização de onde podemos baixar o driver da placa. No entanto, nesta página do sourceforge observamos uma nota informando que o projeto do driver fora descontinuado (para kernels Linux a partir do 2.6.24), e que seu desenvolvimento está agora unificado com o projeto iwlwifi (Intel Wireless WiFi) para Linux. Nesta página encontramos o link onde se encontra especificamente o projeto iwlwifi para a placa em uso no laptop (Nota: como dito antes, este projeto serve para kernels Linux a partir do 2.6.24).

    No momento deste post, a versão do driver disponibilizado para download na página do projeto foi a “iwlwifi-3945-ucode-15.32.2.9.tgz”. Na verdade, há necessidade de dois pacotes Debian:
    (a) o firmware: firmware-iwlwifi, que é o firmware binário para a placa Intel Wireless 3945 (iwlwifi-3945-2.ucode);
    (b) o driver: wireless-tools, que contém as ferramentas sem-fio (“wireless”), usadas para manipular diretamente as extensões sem-fio do Linux (“Linux Wireless Extensions”). A extensão sem-fio é uma interface que permite ao usuário ajustar a LAN sem-fio para parâmetros específicos.

    Há duas opções de encaminhamento a partir deste ponto, já que fora alcançado o entendimento das razões do não funcionamento da interface wifi do laptop.

    2. Fazendo a instalação dos softwares necessários

    2.1 Opção 1: adicionar repositório non-free e instalar o driver e o firmware via aptitude (ou Synaptic, usando a interface gráfica)

    (a) Adicione um “non-free” componente à /etc/apt/sources.list. No caso da versão Debian 6, teremos:

    # Debian Squeeze/6.0
    deb http://ftp.br.debian.org/debian squeeze main contrib non-free

    (b) Atualize a lista de pacotes disponíveis. Instale o firmware-iwlwifi e o pacote wireless-tools:

    # aptitude update
    # aptitude install firmware-iwlwifi wireless-tools

    (c) Reinicie a máquina. Após este procedimento a interface wifi do laptop deve funcionar normalmente.


    2.2 Opção 2
    : baixar o driver e o firmware e fazer a instalação manualmente

    Sem dúvidas, a opção 1 descrita anteriormente é mais rápida e simples. Mas com conhecimentos mais avançados em Linux e sendo cuidados@, esta opção 2 pode ser adotada sem problemas. As instruções de instalação estão dentro do README do próprio driver iwlwifi-3945-ucode (que como dito antes, pode ser baixado de http://intellinuxwireless.org/?p=iwlwifi).

    Dica:
    Um interessante aplicativo para ver as configurações da máquina de uma forma gráfica é o “hardinfo”:
    (a) # apt-get install hardinfo
    (b) acesse o aplicativo através do menu suspenso Aplicativos->Sistema->Informações_e_Testes_do_Sistema (no gnome).

    Mais informações:
    1- Como habilitar os dispositivos WiFi baseados nos chipsets Intel 3945 and 4965 em sistemas Debian
    2- Intel Wireless Wifi Link Drivers for Linux
    3- Debian Wireless Fidelity
    4- How to use a WiFi interface
    5- Entendendo melhor como funcionam os drivers em máquinas Linux
    Identificação de dispositivos PCI:
    6- Como identificar os dispositivos PCI de uma máquina
    7- Identificação dos PCI devices
    8- PCIdatabase
    9- Listagem de dispositivos wireless devices com informação sobre o seu chipset, e se são suportados em Linux

    AMD64, x64 ou x86-64 é o nome genérico dada à família (arquitetura) de processadores baseados na tecnologia de 64 bit, utilizada pelos processadores tanto da Intel como da AMD (AMD64 & Intel EM64T). É um superconjunto da arquitetura x86, que, por sua vez, tem esta denominação pelo fato dos primeiros processadores desta arquitetura terem sido identificados somente por números terminados com a seqüência “86”: o 8086, o 80186, o 80286, o 80386 e o 80486. Os processadores x86-64 também podem executar programas x86 (de 32-bit ou 16-bit). Assim, resumindo, arquitetura é o tipo de hardware com que o computador foi construído.

    A mais popular é a arquitetura Intel/AMD. Na maioria dos casos utiliza-se as imagens para “i386”. Se o computador tem um processador de 64 bits, AMD ou Intel, deve-se optar por uma imagem “amd64” (apesar da “i386” funcionar bem). Mas a imagem “ia64” não vão funcionar. Apenas os processadores Itanium (que são da Intel, e para servidores de alto desempenho) roda o IA-64, que é incompativel com o resto. O IA64 só consegue executar nativamente aplicativos 64 bits . Para os demais processadores que suportam 64-bit, deve-se usar o pacote AMD64. O nome AMD64 é porque os primeiros 64-bit eram AMD, e o nome perdura até hoje, mas serve para os intel 64-bit. Para processadores 64bits o pacote AMD64 teoricamente dará um melhor desempenho.

    É bom citar que a imagem de 32 bits tem a capacidade de controlar até 4GB de memória RAM. Assim, se seu PC tem um processador de 64 bits AMD ou Intel, você provavelmente deve optar as imagens AMD64 (apesar da i386 funcionar bem). Mas as imagens IA64 não vão funcionar.

    Veja mais:
    1- Qual das inúmeras imagens eu devo baixar? (FAQ – Debian)
    2- Debian – hardwares suportados
    3- Arquitetura de processadores baseados na tecnologia de 64 bit
    4- EM64T – implementação da Intel da AMD64
    5- Forum Guiadohardware: duvida….ia64 e amd64

    Durante a iniciação (boot) do linux, pode-se definir a fonte dos caracteres do console e o mapa do teclado. O default para o tamanho da fonte do console é 16, mas outros valores são possíveis. Isso é realizado através do conjunto de ferramentas “Linux Console Tools” (LCT).

    O LCT é um conjunto de ferramentas que permite um usuário Linux definir o comportamento de seu console de texto, fontes de tela e mapas de teclado usados pelo sistema (não está incluido nestas ferramentas definir as características da interface gráfica X11). As fontes disponí­veis no sistema estão localizadas em /usr/share/consolefonts e os arquivos de mapa de teclados estão localizados na pasta /usr/share/keymaps/.

    No meu caso, tive a necessidade de definir fonte menor. O tamanho 16 ocupava muito espaço na tela deixando-a com poucas linhas. Gostaria de ter a tela do computador comportando mais linhas. Assim, passei a utilizar a fonte 10, da seguinte maneira:

    editei o arquivo /etc/console-tools/config, alterando as últimas linhas deste arquivo do fonte 16 para o fonte 10:

    SCREEN_FONT=lat1-10
    SCREEN_FONT_vc2=lat1-10
    SCREEN_FONT_vc3=lat1-10
    SCREEN_FONT_vc4=lat1-10
    SCREEN_FONT_vc5=lat1-10
    SCREEN_FONT_vc6=lat1-10

    Com esta fonte de altura 10 escolhida, obtemos 40 linhas em um monitor VGA de 17″ (ou 48 linhas em um monitor VGA de 19″).

    É isto.

    Veja mais:
    1- The Linux Console Tools
    2- Setting text mode in the console